O céu agora chora
Lágrimas ácidas.
Motosserras cortam a pureza divina
O petróleo afoga seres marinhos
A lei se justifica conversando na pólvora
Até que nada reste acelera os passos
Por um lucro insaciável
Enquanto a terra explode projetos lunares
Para essa fuga descartável
Adeus paraíso
Sangro contigo!
Ao olhar o verde das trincheiras, o amarelo colonial e o azul dos canhões
venho a lhes dizer que as visões mundanas tendem a mudar.
Geleiras se derretem o mar nos engole
A flor se apodrece na brisa industrial
Raro H²O potável, contaminados com a ganância Neandertal.
A fome por destruição
A sede por destruição seca a garganta do planeta terra
Indigesto, a água é sangue, o alimento é lixo nuclear.
Até que nada reste acelera os passos
por um lucro insaciável
Enquanto a terra explode projetos lunares
Para essa fuga descartável.
Adeus paraíso
Sangro contigo!
Por Diano Ilha/ Bibi serafim
OBs: primeira música do cd À Deriva
15 maio, 2009
06 maio, 2009
La,tente
Nela o que vale são os laços
Afagos de olhos lacrimejantes
O corpo que arde de vontade
Em mãos geladas e ainda suadas.
O segredo mais particular, infinito.
A dor mais ímpar
Subiu na árvore mais fresca e ficou de olhos arregalados
Chorou.
Seus versos, de tão sinceros
Saíram em forma de sinestesia
E descansaram aqui.
Queria poder ser seu acalanto
Sua dor, sem precisar machucar.
O canto de calmaria dentro da vila latente
Ser o consolo ideal, mas não sou.
Serão todas as verdades exprimidas dentro de um réu imaginário.
E mesmo assim, você de tão bela
Ainda o entende
Exalando plenitude.
Lá,
Naquele curto espaço de tempo
Eu a quero ver dançante
Ganhar o abraço mais lindo.
Mesmo sabendo que o avassalador acaso
Apontou para as três paredes do bacana
E lhe trocou as lentes
Aquelas que você tanto gostava
E que ainda lhe serve perfeitamente.
Ouça os ventos, estão lhe procurando.
Então,
Corra. Fuja. Grite. Volte.
Deixe sua alma ficar mais leve
Perca e se ache.
E depois?
Junte tudo.
Por Bibi Serafim
Afagos de olhos lacrimejantes
O corpo que arde de vontade
Em mãos geladas e ainda suadas.
O segredo mais particular, infinito.
A dor mais ímpar
Subiu na árvore mais fresca e ficou de olhos arregalados
Chorou.
Seus versos, de tão sinceros
Saíram em forma de sinestesia
E descansaram aqui.
Queria poder ser seu acalanto
Sua dor, sem precisar machucar.
O canto de calmaria dentro da vila latente
Ser o consolo ideal, mas não sou.
Serão todas as verdades exprimidas dentro de um réu imaginário.
E mesmo assim, você de tão bela
Ainda o entende
Exalando plenitude.
Lá,
Naquele curto espaço de tempo
Eu a quero ver dançante
Ganhar o abraço mais lindo.
Mesmo sabendo que o avassalador acaso
Apontou para as três paredes do bacana
E lhe trocou as lentes
Aquelas que você tanto gostava
E que ainda lhe serve perfeitamente.
Ouça os ventos, estão lhe procurando.
Então,
Corra. Fuja. Grite. Volte.
Deixe sua alma ficar mais leve
Perca e se ache.
E depois?
Junte tudo.
Por Bibi Serafim
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