De saudade
Vivo,
Em sonoros recortes ofegantes
Com horas em luares mudos
Por dias nas estradas quentes do norte
Ouvindo meu coração querer
Escutar boas canções...
Sim. Disso tenho muita saudade.
Por Bibi Serafim
04 Novembro, 2009
26 Outubro, 2009
Maceió
OBS.: então, amanhã estou indo para o norte, pro corpo trocar as energias, a cabeça ficar mais maluca e o tesão ficar todo afiado... espero voltar;
beijos, e volto a postar daqui uns 10 dias...
"... eu tenho meu espelho cristalino
que uma baiana me mandou de maceió
ele tem uma luz que alumia
ao meio-dia
clareia a luz do sol..."
Alceu Valença
Bibizeira da bahia
beijos, e volto a postar daqui uns 10 dias...
"... eu tenho meu espelho cristalino
que uma baiana me mandou de maceió
ele tem uma luz que alumia
ao meio-dia
clareia a luz do sol..."
Alceu Valença
Bibizeira da bahia
25 Outubro, 2009
Pela janela
Faço olhares,
Sou trovador
Fico como os pássaros e as àrvores
Deixo o céu e o museu dos deuses
Para observar vida.
Minha viola
Com razão, despida e muda
Faz queixumes por ela.
Meu coração,
No horizonte que apara este olhar
Faz poesias,
Mirando ela.
Minha janela
Pela viola,
Faz dias apenas contando suas noites.
Meu coração
Pela vida,
Ainda anoitece dias de queixumes.
Por Bibi Serafim
Sou trovador
Fico como os pássaros e as àrvores
Deixo o céu e o museu dos deuses
Para observar vida.
Minha viola
Com razão, despida e muda
Faz queixumes por ela.
Meu coração,
No horizonte que apara este olhar
Faz poesias,
Mirando ela.
Minha janela
Pela viola,
Faz dias apenas contando suas noites.
Meu coração
Pela vida,
Ainda anoitece dias de queixumes.
Por Bibi Serafim
24 Outubro, 2009
Coreto de Bahia
Amanda
Ama. Anda
Amálgama. Sim é,
Vou imitá-la até
Gritar. Iupí.
Amargar-se, não
Há distintas formas
De senti-la.
Um carinho, tão grande...
De amante
Mandita
Maldita!
Por várias pessoas em janeiro Salvador - BA
PS.: Feliz aniversário, que sua saúde tenha muito rock`n´roll, vida e prazer.
Como sempre, te amo tanto quanto uma boa música.
Bibi Serafim ;)
Ama. Anda
Amálgama. Sim é,
Vou imitá-la até
Gritar. Iupí.
Amargar-se, não
Há distintas formas
De senti-la.
Um carinho, tão grande...
De amante
Mandita
Maldita!
Por várias pessoas em janeiro Salvador - BA
PS.: Feliz aniversário, que sua saúde tenha muito rock`n´roll, vida e prazer.
Como sempre, te amo tanto quanto uma boa música.
Bibi Serafim ;)
23 Outubro, 2009
Dreda
Leve meu capricho por seu paradoxo
Na casa de menina que seu rosto acalma
Nos cantos dos encontros de ternura
Sempre posso te ouvir com elogio
Fico a mistério
Perguntando-me como antes
Não saber que te existia
Até o sol se esgotar
Em mim,
Vou esquentar palavras, danças e abraços
No colo de quem diz “bunitinho”
Apenas por querer.
Nela,
Corpo e estigma de senhora ardilosa
Vejo,
Alma de rio, flor, criança e donzela.
Por Bibi Serafim
Obs.: Feliz aniversário querida, vc é linda!
Na casa de menina que seu rosto acalma
Nos cantos dos encontros de ternura
Sempre posso te ouvir com elogio
Fico a mistério
Perguntando-me como antes
Não saber que te existia
Até o sol se esgotar
Em mim,
Vou esquentar palavras, danças e abraços
No colo de quem diz “bunitinho”
Apenas por querer.
Nela,
Corpo e estigma de senhora ardilosa
Vejo,
Alma de rio, flor, criança e donzela.
Por Bibi Serafim
Obs.: Feliz aniversário querida, vc é linda!
22 Outubro, 2009
Como o céu, te anoiteço.
Aperto-te em palavras
No mundo que
Ao meu vento você sorri por cílios
Aquém do despertar sensitivo,
Lá nas subdivertidas camas apartadas por mãos e olhares
Sentem que os espelhos são como desenhos
Confiados nos desertos construídos por noites pensantes
Quero dedicá-la aos dias, aos ventos, às noites poéticas e românticas
Fazer sorriso adoecendo versos,
Brilhar abraço por luares vermelhos
Elogiar ressaca com música de chico ou cae
E querer,
Sempre ouvir o suor te gritar em meu corpo.
Por Bibi Serafim
No mundo que
Ao meu vento você sorri por cílios
Aquém do despertar sensitivo,
Lá nas subdivertidas camas apartadas por mãos e olhares
Sentem que os espelhos são como desenhos
Confiados nos desertos construídos por noites pensantes
Quero dedicá-la aos dias, aos ventos, às noites poéticas e românticas
Fazer sorriso adoecendo versos,
Brilhar abraço por luares vermelhos
Elogiar ressaca com música de chico ou cae
E querer,
Sempre ouvir o suor te gritar em meu corpo.
Por Bibi Serafim
21 Outubro, 2009
Árvore de mundo
Com o rio
Estou dando gargalhadas
E flores,
Nas noites de outubro.
Noutros galhos eram os morcegos
Hoje, são os mandruvás
Que pulam,
Que nem pulgas.
Planta,
Que nem palmeira é
Fica ali,
Só dando calo de calçada.
Pois,
Se verde fosse bosque
Brotaria sombra em boca de malandro
E se semente fosse árvore
Fruto de mundo seria ONGs.
Por Bibi Serafim
Estou dando gargalhadas
E flores,
Nas noites de outubro.
Noutros galhos eram os morcegos
Hoje, são os mandruvás
Que pulam,
Que nem pulgas.
Planta,
Que nem palmeira é
Fica ali,
Só dando calo de calçada.
Pois,
Se verde fosse bosque
Brotaria sombra em boca de malandro
E se semente fosse árvore
Fruto de mundo seria ONGs.
Por Bibi Serafim
19 Outubro, 2009
Retalhos
Na recomposição lírica
Deliro tardes inteiras
Como noites vivas
Amanheço livros de mesas
Celebro cores nas palavras
Cérebro desarranjado em pensamentos.
Por Bibi Serafim
Deliro tardes inteiras
Como noites vivas
Amanheço livros de mesas
Celebro cores nas palavras
Cérebro desarranjado em pensamentos.
Por Bibi Serafim
10 Outubro, 2009
Produto Baiano (o bilhetinho da Didi)
Eu
Sou o caso deles
Você é fato de dia
De ato atravessado
Jogando-me no mundo
Em cada tato escrito
No rascunho ouvido
Saindo do céu azul brilhante
Bahia,
Para as novas praças.
A direção destino terra
Se acha.
Na salsa do merengue
No baião cor de samba
No afoxé ou no mel da abelhinha
Na malandragem da bossa nova
No frevo em batucada rock`n´roll
Na virada dos olhinhos do mundo
Em cada acarajé de sua dança.
Certo,
Se entendas comigo
Na linguagem do Alunte
Na cadência bonita do samba,
Se entendas comigo
Na linguagem do Alunte
Na cadência bonita do samba,
Meu peito ainda como uma varanda
Iria lhe chamar.
Enquanto corria barca
No por do sol
No por do sol
Do farol da barra
Em secas folhas do mar,
Amar.
E a carne ainda de carnaval
A sandália rodada
Do santo Bonfim
Na festa de rua
Fala tamborim.
Descendo no samba a ladeira da praça,
Ainda naquela baianagem que cobre meu corpo em swing suave
Besta como tu, como o sorriso de viver
Entre os carneirinhos e as pastorinhas
Andando em filosofia sonora
A face oculta esteve
Sorrindo, diria Bubuli, lindo.
Pelo buraquinho
Foi ferro na boneca.
Acordaram toda gente
Tinindo trincando
Com o som das águas dizendo
Para ao menos levarmos uma certeza;
Que poderemos ficar doídos
Mas não doidos,
Porque isso já somos.
Por Bibi Serafim
06 Outubro, 2009
Feliz cidade
Habitada
Num recinto alto
Calmaria na aurora
Perfume beira-mar
Sol coroando a pele
Sal temperando os corpos.
Feliz cidade
Mora em Afetos
Local aonde só,
Passavida.
Feliz cidade
Devias vir,
Com calma.
Esperando Laços
Ficou toda silenciosa.
Sumiu.
A sala de recepção
Onde,
Se ouvia belas canções, beijos e orações.
Por Bibi Serafim
Num recinto alto
Calmaria na aurora
Perfume beira-mar
Sol coroando a pele
Sal temperando os corpos.
Feliz cidade
Mora em Afetos
Local aonde só,
Passavida.
Feliz cidade
Devias vir,
Com calma.
Esperando Laços
Ficou toda silenciosa.
Sumiu.
A sala de recepção
Onde,
Se ouvia belas canções, beijos e orações.
Por Bibi Serafim
Guitarra
A dúvida persa
Perante ti
Pariu em dó.
Toquei as cravelhas
As cordas se beliscaram...
Splaft.
Como um grito,
Desafinado.
Por Bibi Serafim
Perante ti
Pariu em dó.
Toquei as cravelhas
As cordas se beliscaram...
Splaft.
Como um grito,
Desafinado.
Por Bibi Serafim
04 Outubro, 2009
Selvagem, como a natureza.
Hoje,
Meu céu se torna eterno
Com a noite estralada
Fico atrelado
Ao finito.
Mudo,
Ainda pasmo e pensante
Como quem come e engasga
Ao ver o filme que ao brusco impacto
Te muda,
Te cala,
Te houve,
Te entende.
Por Bibi Serafim
Meu céu se torna eterno
Com a noite estralada
Fico atrelado
Ao finito.
Mudo,
Ainda pasmo e pensante
Como quem come e engasga
Ao ver o filme que ao brusco impacto
Te muda,
Te cala,
Te houve,
Te entende.
Por Bibi Serafim
01 Outubro, 2009
Resposta ao Robisson Sete
Literatura é um motel
Temperamental.
Lá, fazemos sexo com as palavras.
Por Bibi Serafim
Temperamental.
Lá, fazemos sexo com as palavras.
Por Bibi Serafim
30 Setembro, 2009
Flor da Lama
Ao meio dia
Como os dragões
Sinto a cratera
Que delonga.
Delogo
Penso como as orquídeas
E broto adentro
Ali onde nasce nada.
O peso
Disperso como semente
Arraigado em prantos
Onde reflete
Amiúde.
Nutro lama
Abro aqui
Fruto afunda.
Por Bibi Serafim
Como os dragões
Sinto a cratera
Que delonga.
Delogo
Penso como as orquídeas
E broto adentro
Ali onde nasce nada.
O peso
Disperso como semente
Arraigado em prantos
Onde reflete
Amiúde.
Nutro lama
Abro aqui
Fruto afunda.
Por Bibi Serafim
29 Setembro, 2009
Como aves do oceano
A garça subiu o vôo
E até queria comer macarrão
Daí não pôde porque macacos não comem fritas
O sapateiro mordeu o salto da Cinderela no dia que o pedreiro me ensinou filosofia
E as formiguinhas que bloquearam a avenida vegetal na greve dos gafanhotos
Divertiram enquanto a dona Amélia surtou numa crise de risos fora da estação
Mesmo assim, o dedo não estava em clima para costurar o vestido da neta
Então o adulto brincalhão tornou-se a criança mais idosa em pleno adolescer
E só porque eu queria ser artista, o agrado dos corujas deduraram minha sentença
Receitaram um bolo sem fermento
Para eu murchar ao cheirar aquela receita
“poesia e música”.
Por Bibi Serafim
E até queria comer macarrão
Daí não pôde porque macacos não comem fritas
O sapateiro mordeu o salto da Cinderela no dia que o pedreiro me ensinou filosofia
E as formiguinhas que bloquearam a avenida vegetal na greve dos gafanhotos
Divertiram enquanto a dona Amélia surtou numa crise de risos fora da estação
Mesmo assim, o dedo não estava em clima para costurar o vestido da neta
Então o adulto brincalhão tornou-se a criança mais idosa em pleno adolescer
E só porque eu queria ser artista, o agrado dos corujas deduraram minha sentença
Receitaram um bolo sem fermento
Para eu murchar ao cheirar aquela receita
“poesia e música”.
Por Bibi Serafim
Ao poema II
No seu exótico,
Contorno.
Em seu ardor,
Embriago.
Com seu abraço,
Acordo.
Ao seu suspiro,
Vivo.
Para
Seu amor,
Seu amor,
Compartilho.
“Tão parecidos...”
Aqui respira e descansa o papel do lápis;
A vida se resvala pela poesia...
Seu ar, minha presença, nossa loucura.
Por Bibi Serafim
23 Setembro, 2009
Carta,
Quero falar novamente do que considero vida; dessa vez, como em todas as outras que havia dito e muitos acharam que eu estava brincando, peço que brinquem de levar isso “a sério”.
Considero vida, ou melhor, sensação de bem-estar, princípio de prazer, felicidade, alegria, satisfação e todos outros conceitos que convergirem na atitude de ser e estar com “saúde mental”, tudo aquilo que não me faça sofrer.
Sofrimento, físico ou psíquico é o que particularmente considero agressão ao espírito, este não sendo algo fora da nossa realidade, nada tem haver com deus, mas sim, algo que faz a junção das realidades objetivas e subjetivas que carrego. É aquele que interpreta e desenvolve os significados dados e criados, e por isso possibilita dentro dos nossos limites, novos instrumentos, os quais codificam e produzem pensamentos, e inevitavelmente obedecem às sensações que apenas “sentimos”, e isso, felizmente ou infelizmente gera ações.
Hoje sofro, por não conseguir realizar de forma satisfatória, nem metade do que existe em potência dentro de mim. Sinto que, lateja em meu corpo, não só um coração que pulsa forte, mas imensas vontades e desejos que poderiam ser colocados no campo do real. Infelizmente, isso se tornou impossível pelo texto e pelo contexto o qual participo; como assim?
Sou fruto das minhas escolhas, mas antes disso, sou filho de um século, de um país, de uma família, de uma escola, de uma moral, e entre outros muitos “de” que devo ter me esquecido, tenho a certeza que não me deixa duvidar o quanto isso tudo determina o sentido e os atos do meu viver. Não quero entregar-me ao comodismo da supérflua culpa alheia, longe disso, procuro freneticamente soluções que possam prover o mínimo de autonomia nas minhas escolhas, nas ações e nos meus pensamentos, mas não quero ser hipócrita, isso se torna muito relativo.
Creio ter entrado numa sinuca de bico, entre minha intensa loucura por viver, escolhi gostar de muita coisa e obviamente creio ter acertado nelas, entretanto, tive a infelicidade de faltar horas, dias e meses para realizar tudo isso.
A idade e o sentimento de parasitismo junto ao perfeccionismo instituído nesta cabeça maluca, me faz hoje querer parar, não por essas bobeiras de ter tido uma paralisia facial por estresse, uma batida de carro num poste e não ter tempo de concertar o nariz quebrado, ou pela insônia crônica, intensas dores de cabeça, ressacas mórbidas após uma boemia saudável, melancolias inexplicáveis, coração extremamente acelerado, ou falta de tempo para transar porque nos fins de semanas também ganhei compromissos importantes; é pelo simples fato que tudo isso me fez estar e sentir inerte.
Acredito na vida quando se pode nela, ou na maioria das vezes, agir. Fazer como o ator provido da ação criativa, ou mesmo ter o posto de diretor, para assim, poder continuar ou mudar a cena e os personagens quantas vezes achar que a prática real não está em equilíbrio com a concepção do roteiro. Quero ação criativa e não uma observação reacionária.
Volto com a questão do parasitismo; vou ser franco para evitar falsas interpretações de quem realmente espero à compreensão. Minha formação de vida, com todas as experiências familiares sobre o peso profundo do valor-uso / valor-troca do fator financeiro (dinheiro), me fez prover olhares atentos no esforço que este valor imaginário instituído num papel-moeda, determina e muito as ações inter e intrapessoais, as micro e macro-relações de poder, classificação social e o estereotipo de indivíduo/cidadão que somos. Sendo assim, vou colocar o que penso contextualizando à minha idade (21anos).
Creio ainda ser menino novo, para fazer e mudar o quanto quiser o sentido dos meus estudos, das minhas escolhas; mas estou velho o bastante para fazer meu pai e minha mãe ter que trabalhar quatorze horas por dia para pagar minha gasolina, meu almoço, meus livros, minha vida artística e principalmente, meu tempo de lazer. Aqui mora uma estampada angustia que fecha os olhos de vergonha a cada real que peço, a cada minuto que ouço a mercearia solicitando minha presença, e ao invés de atender, me atento a resolver problemas da banda, estudar para uma mais uma prova, fazer mais outro relatório, ou mesmo lembrar que sou humano e falo que vou sair com os amigos; sem falar nas viagens. Sei de cada esforço despendido por e para minha integridade estudantil, e sei o quanto acreditam na próspera retribuição seguida pelo alívio da minha formatura, com conseqüente primeiro emprego; como se músico não trabalhasse, mas relevo, isso ainda não é pauta.
Antes de me posicionar ou ser posicionado na artilharia dos julgamentos, quero dizer que nunca quis ser, mas agora vou colocar em crise a questão do “parasitismo”; não quero mais, o espírito artístico, estudantil e de latência revolucionária que no fundo, vive à custa da não-vida alheia. Falo isso, pois o fator família nunca me importou, mas o fator “ser humano” sim, e meus pais antes de genitores meus, são seres humanos e necessitam viver, mesmo com a demora da postura a ser tomada.
Tenho duas lindas profissões concomitantes, uma militância universalizada e quatro angustias doentias. Ainda não recebo pelo meu trabalho, não tenho tempo de fazer uma faculdade de psicologia no nível do meu desejo, nunca posso estudar musica e/ou dedicar para a banda dissidente um tempo mínimo para meu desenvolvimento técnico e/ou mesmo escrever meus textos literários com o mínimo de tranqüilidade qualitativa; “respira”, pelo fato do dia ser menor que a ânsia dos meus quereres.
Quero assim, informar a desistência temporária da academia universitária, para assim, focalizar energia no meu desenvolvimento artístico e também, trabalhar em um emprego que remunere minha vida. Sim, sei o quanto esta escolha é tensa, envolve outras pessoas e principalmente, outra perspectiva de vida. Mas como havia dito, ainda escolho a vida ao invés do sofrimento, e acredito que esta mudança maluca tudo tem haver com esta angustia que sinto hoje; com minha sanidade mental; com meu perfeccionismo profissional e com a satisfação em fazer pouca coisa, mas fazer com qualidade. Já espero ser acolhido por olhares de desprezo, pelas lições moralistas sobre emprego decente, pelo julgamento sobre minhas condutas, mas, estou tranquilo para discutir o quanto necessitar sobre o fator ”vida”, e de antemão já vou coloquializando meu texto com a palavra “foda-se” para os não participantes do meu mundo, e espero somente, aos amigos e pessoas bacanas, que antes de qualquer coisa, lembrem-se que a vida é minha e somente eu, tenho o direito de decidir em ultima instância, o que é saudável para meu espírito.
Por Bibi Serafim
Considero vida, ou melhor, sensação de bem-estar, princípio de prazer, felicidade, alegria, satisfação e todos outros conceitos que convergirem na atitude de ser e estar com “saúde mental”, tudo aquilo que não me faça sofrer.
Sofrimento, físico ou psíquico é o que particularmente considero agressão ao espírito, este não sendo algo fora da nossa realidade, nada tem haver com deus, mas sim, algo que faz a junção das realidades objetivas e subjetivas que carrego. É aquele que interpreta e desenvolve os significados dados e criados, e por isso possibilita dentro dos nossos limites, novos instrumentos, os quais codificam e produzem pensamentos, e inevitavelmente obedecem às sensações que apenas “sentimos”, e isso, felizmente ou infelizmente gera ações.
Hoje sofro, por não conseguir realizar de forma satisfatória, nem metade do que existe em potência dentro de mim. Sinto que, lateja em meu corpo, não só um coração que pulsa forte, mas imensas vontades e desejos que poderiam ser colocados no campo do real. Infelizmente, isso se tornou impossível pelo texto e pelo contexto o qual participo; como assim?
Sou fruto das minhas escolhas, mas antes disso, sou filho de um século, de um país, de uma família, de uma escola, de uma moral, e entre outros muitos “de” que devo ter me esquecido, tenho a certeza que não me deixa duvidar o quanto isso tudo determina o sentido e os atos do meu viver. Não quero entregar-me ao comodismo da supérflua culpa alheia, longe disso, procuro freneticamente soluções que possam prover o mínimo de autonomia nas minhas escolhas, nas ações e nos meus pensamentos, mas não quero ser hipócrita, isso se torna muito relativo.
Creio ter entrado numa sinuca de bico, entre minha intensa loucura por viver, escolhi gostar de muita coisa e obviamente creio ter acertado nelas, entretanto, tive a infelicidade de faltar horas, dias e meses para realizar tudo isso.
A idade e o sentimento de parasitismo junto ao perfeccionismo instituído nesta cabeça maluca, me faz hoje querer parar, não por essas bobeiras de ter tido uma paralisia facial por estresse, uma batida de carro num poste e não ter tempo de concertar o nariz quebrado, ou pela insônia crônica, intensas dores de cabeça, ressacas mórbidas após uma boemia saudável, melancolias inexplicáveis, coração extremamente acelerado, ou falta de tempo para transar porque nos fins de semanas também ganhei compromissos importantes; é pelo simples fato que tudo isso me fez estar e sentir inerte.
Acredito na vida quando se pode nela, ou na maioria das vezes, agir. Fazer como o ator provido da ação criativa, ou mesmo ter o posto de diretor, para assim, poder continuar ou mudar a cena e os personagens quantas vezes achar que a prática real não está em equilíbrio com a concepção do roteiro. Quero ação criativa e não uma observação reacionária.
Volto com a questão do parasitismo; vou ser franco para evitar falsas interpretações de quem realmente espero à compreensão. Minha formação de vida, com todas as experiências familiares sobre o peso profundo do valor-uso / valor-troca do fator financeiro (dinheiro), me fez prover olhares atentos no esforço que este valor imaginário instituído num papel-moeda, determina e muito as ações inter e intrapessoais, as micro e macro-relações de poder, classificação social e o estereotipo de indivíduo/cidadão que somos. Sendo assim, vou colocar o que penso contextualizando à minha idade (21anos).
Creio ainda ser menino novo, para fazer e mudar o quanto quiser o sentido dos meus estudos, das minhas escolhas; mas estou velho o bastante para fazer meu pai e minha mãe ter que trabalhar quatorze horas por dia para pagar minha gasolina, meu almoço, meus livros, minha vida artística e principalmente, meu tempo de lazer. Aqui mora uma estampada angustia que fecha os olhos de vergonha a cada real que peço, a cada minuto que ouço a mercearia solicitando minha presença, e ao invés de atender, me atento a resolver problemas da banda, estudar para uma mais uma prova, fazer mais outro relatório, ou mesmo lembrar que sou humano e falo que vou sair com os amigos; sem falar nas viagens. Sei de cada esforço despendido por e para minha integridade estudantil, e sei o quanto acreditam na próspera retribuição seguida pelo alívio da minha formatura, com conseqüente primeiro emprego; como se músico não trabalhasse, mas relevo, isso ainda não é pauta.
Antes de me posicionar ou ser posicionado na artilharia dos julgamentos, quero dizer que nunca quis ser, mas agora vou colocar em crise a questão do “parasitismo”; não quero mais, o espírito artístico, estudantil e de latência revolucionária que no fundo, vive à custa da não-vida alheia. Falo isso, pois o fator família nunca me importou, mas o fator “ser humano” sim, e meus pais antes de genitores meus, são seres humanos e necessitam viver, mesmo com a demora da postura a ser tomada.
Tenho duas lindas profissões concomitantes, uma militância universalizada e quatro angustias doentias. Ainda não recebo pelo meu trabalho, não tenho tempo de fazer uma faculdade de psicologia no nível do meu desejo, nunca posso estudar musica e/ou dedicar para a banda dissidente um tempo mínimo para meu desenvolvimento técnico e/ou mesmo escrever meus textos literários com o mínimo de tranqüilidade qualitativa; “respira”, pelo fato do dia ser menor que a ânsia dos meus quereres.
Quero assim, informar a desistência temporária da academia universitária, para assim, focalizar energia no meu desenvolvimento artístico e também, trabalhar em um emprego que remunere minha vida. Sim, sei o quanto esta escolha é tensa, envolve outras pessoas e principalmente, outra perspectiva de vida. Mas como havia dito, ainda escolho a vida ao invés do sofrimento, e acredito que esta mudança maluca tudo tem haver com esta angustia que sinto hoje; com minha sanidade mental; com meu perfeccionismo profissional e com a satisfação em fazer pouca coisa, mas fazer com qualidade. Já espero ser acolhido por olhares de desprezo, pelas lições moralistas sobre emprego decente, pelo julgamento sobre minhas condutas, mas, estou tranquilo para discutir o quanto necessitar sobre o fator ”vida”, e de antemão já vou coloquializando meu texto com a palavra “foda-se” para os não participantes do meu mundo, e espero somente, aos amigos e pessoas bacanas, que antes de qualquer coisa, lembrem-se que a vida é minha e somente eu, tenho o direito de decidir em ultima instância, o que é saudável para meu espírito.
Por Bibi Serafim
18 Setembro, 2009
Vida
Eu vos peço,
Quero ser desejado pelas faxineiras dos hospitais públicos
Papear com cabrochas, senhoras e datenas
Ser prazer e te chamar de puta enquanto me unha
E grita de dor.
Distrair ao menos o agrado de algumas colegas de profissão
Para assim,
Gozar de vossa alegria
Juntos.
Ouvir e ser ouvido nos botecos e corredores dos moribundos
Tatear realidade com a desilusão da fissura matinal
Sentir o cheiro de esgoto nas flores dos mercadões municipais
Almoçar coxinha nas promoções do camelódromo central
Me exprimir na sexagésima passagem do ônibus de quarenta poltronas
Sacando uma senha infinita na espera do atendimento geral.
Enquanto ainda cedo os vereadores escolhem nossas prioridades
Vou pichar mais dezenas de prédios toda vez que suspirar revolução
Deitando com aquele sorriso malandro de quem saciou o desejo enrustido
Entre os vários Serafins.
E vou,
Sair fora do eixo a trancar quantas vezes for possível
A faculdade do especialismo
Garantindo,
Como nos direitos universais
O direito de universalizar minha vida.
Não quero fingir ser razão enquanto suspiro loucura
Apenas transmitir loucura quando esperas mansidão
Viver menos que um boêmio e cair de cama muito depois da geração saúde
Dedurar todos os não comprometidos com o prazer
Temer e ser temido enquanto apenas penso
Exigindo e eximindo palavras
Ainda preciso,
Esgotar sarcasmo com os meus singelos olhares discretos
Saber das pálpebras se elas me protegem ou fazem denuncias quando insisto
Em varar madrugadas.
Quero ter a certeza que não vou agradar a todos
Para assim
Finalmente,
Suspeitar ou acreditar que sou um sujeito de potencia peculiar.
Por Bibi Serafim
O direito de universalizar minha vida.
Não quero fingir ser razão enquanto suspiro loucura
Apenas transmitir loucura quando esperas mansidão
Viver menos que um boêmio e cair de cama muito depois da geração saúde
Dedurar todos os não comprometidos com o prazer
Temer e ser temido enquanto apenas penso
Exigindo e eximindo palavras
Ainda preciso,
Esgotar sarcasmo com os meus singelos olhares discretos
Saber das pálpebras se elas me protegem ou fazem denuncias quando insisto
Em varar madrugadas.
Quero ter a certeza que não vou agradar a todos
Para assim
Finalmente,
Suspeitar ou acreditar que sou um sujeito de potencia peculiar.
Por Bibi Serafim
15 Setembro, 2009
Vai lá Freud, explica.
Acordei
Em seguida fui treinar o ditado dos tempos verbais
No caso
O verbo ser.
Sentei ao lado da igreja, era perto de tudo
E ainda havia uma praça bacana com carrinho de churros.
Passamos horas rindo atoa, discutindo a importância da instabilidade, do egoísmo, do ateísmo; falamos também sobre a magnitude do ócio produtivo.
Enfim,
Criei o homem seqüela e seus apetrechos
Ele criou o anti-cosmos do verbo estar
Era ele, meu instinto.
E como ave, via o passado dos dias
Dizendo:
_ Para quem, usar de tanta sinceridade?
Entrei em parafusos
Depois,
Não mais rotulei sobre a importância do que é ser, estar; ética.
Não houve motivos nem saco para discutir verdades ou mentiras;
Sobrou apenas a estética para definir os padrões...
Voltei,
Pensando sobre o nada e congelando a cabeça com aquele sorvetinho que havia falado
Re-Parei
O quanto eu era...
E emprestei cinco reais para o brotherzinho levar sua esposa ao hospital mais próximo;
Ela estava grávida.
Sim, foi ele que disse.
Em seguida fui treinar o ditado dos tempos verbais
No caso
O verbo ser.
Sentei ao lado da igreja, era perto de tudo
E ainda havia uma praça bacana com carrinho de churros.
Passamos horas rindo atoa, discutindo a importância da instabilidade, do egoísmo, do ateísmo; falamos também sobre a magnitude do ócio produtivo.
Enfim,
Criei o homem seqüela e seus apetrechos
Ele criou o anti-cosmos do verbo estar
Era ele, meu instinto.
E como ave, via o passado dos dias
Dizendo:
_ Para quem, usar de tanta sinceridade?
Entrei em parafusos
Depois,
Não mais rotulei sobre a importância do que é ser, estar; ética.
Não houve motivos nem saco para discutir verdades ou mentiras;
Sobrou apenas a estética para definir os padrões...
Voltei,
Pensando sobre o nada e congelando a cabeça com aquele sorvetinho que havia falado
Re-Parei
O quanto eu era...
E emprestei cinco reais para o brotherzinho levar sua esposa ao hospital mais próximo;
Ela estava grávida.
Sim, foi ele que disse.
Por Bibi Serafim
13 Setembro, 2009
Casa `n´ do
Cada fato um caso
Cada trato, muitos diálogos
Cada “muitos” um contrato
Muitos “preços” em cada ato...
E se,
No caso,
Muitos preços forem cobrados...
... Poderia eu, estender o varal do casal boemia...
...Poderia eu ao menos participar do casório de luxo...
...Poderia os familiares, rasgar bilhetinhos de desejos prósperos ao ficarem apenas nos comes e bebes...
... Poderiam vocês, acreditar em todo aquele démodé dos aplausos não sinceros...
...Mas como as reticências e a poesia, o incerto se torna necessário e a construção pode ser criativa...
Por Bibi Serafim
08 Setembro, 2009
Manoel do Sentido
Menina, sabe o que o céu disse para o sol?
Beba mais três doses de loucura para atravessar a lua, chegando lá ligue para o Jimmy Cliff que ele vai orientar os próximos passos para a semana musical...
Enquanto isso,
Os balões inusitados do entusiasmo serão cobrados em cordões de afeto...
Mas, mas; A rocha anda proseando deliberadamente, sendo que ela nem havia estudado muito; aliás, ela nem conversava
Estou grato por sentar na sombra!
Em linhas invertidas e indiretamente realçadas por ele... Paul McCartney
Mas repare,
O termo inadequado para o verbo sentir já perdeu o sentido.
Por Bibi Serafim
07 Setembro, 2009
Peixita
Um sintoma fraterno me faz pensar o quanto sinto saudade
O cotidiano que aproxima aquela voz doce de uma estrela quase cadente
Logo em dias pontuais,
Enquanto a lerdeza perde novamente seus números
O correio virtual corre para dizer o quanto te ama.
Uma gigante de aura colorida
Deixa-me saber que ao norte mora mais um pedaço de mim.
A doçura gentil
A pérola intrigante
Colhedora singela e sentida do fruto vital
O sentimento puro, apaziguador.
Num pretérito sempre imperfeito
Tu reunificavas seus amigos colados ao peito
E pertinho de ti, por mais longe que esteja
Saiba o quanto o presente te tornas contagiante, um anjo.
Por Bibi Serafim
04 Setembro, 2009
Pia da Mãe
A rotina da pia me pia
Naturalmente cansou
Da magia se lavar sozinha
É... Agora foice a vez de ajudá-la
Com esta maldita mãozinha.
Sim, comeu... Tomou... Lavou... Eu!
Por Bibi Serafim
Naturalmente cansou
Da magia se lavar sozinha
É... Agora foice a vez de ajudá-la
Com esta maldita mãozinha.
Sim, comeu... Tomou... Lavou... Eu!
Por Bibi Serafim
02 Setembro, 2009
Carta de aniversário
Corrige-me neste sorriso espalmado na cara
Chora-te como a criança mais doce do recanto
Brinca-se com o dia como te nadas na praia
Troque meus cantos por sensíveis prosas tuas
Sinta-se apertada por cada baiano no seu onipresente infinito
Corra a prazo de escutar cada vento e chuva
Abraça-nos em brindes que sempre vá merecer sua alma
Presente.
Por Bibi Serafim
Chora-te como a criança mais doce do recanto
Brinca-se com o dia como te nadas na praia
Troque meus cantos por sensíveis prosas tuas
Sinta-se apertada por cada baiano no seu onipresente infinito
Corra a prazo de escutar cada vento e chuva
Abraça-nos em brindes que sempre vá merecer sua alma
Presente.
Por Bibi Serafim
01 Setembro, 2009
Sobre a moda
A jovem primípara, perdera o sono
O garoto prodígio, perdera o dom
O boêmio poeta, perdera a inspiração
Confinados à mesmice, serão aplaudidos com satisfação e ironia.
“Agora a moda é
Agora muda a moda agora
Agora a moda é muda
É hora...
Muda a moda
Agora
Moda!”
Por Bibi Serafim/Diano Ilha/ Lucas Paiva
Banda: Dissidente
Albúm: À Deriva ( 2009 )
O garoto prodígio, perdera o dom
O boêmio poeta, perdera a inspiração
Confinados à mesmice, serão aplaudidos com satisfação e ironia.
“Agora a moda é
Agora muda a moda agora
Agora a moda é muda
É hora...
Muda a moda
Agora
Moda!”
Por Bibi Serafim/Diano Ilha/ Lucas Paiva
Banda: Dissidente
Albúm: À Deriva ( 2009 )
29 Agosto, 2009
Fica só entre nós.
Antes do entardecer
Não mais contarei o segredo daquele silêncio
Irei combinar nossos versos
Degustando seu cheiro em minhas palavras
Prever-te em meu rebojo
Gritar, provocando-lhe.
Apóstrofe à poesia.
Soube achar que não mais valia pena parar essa dança
Audaciosa, me ensinou passos internos e eternos.
Sua couraça que sensivelmente me fazia farejar sintonia
Pairou ideias que se perderam em multidões que carrega dentro de si.
O fogo rasgado de suas palavras me sussurrava
Intensamente?
Sim.
E só seu peito concretiza essa verdade. Somente só.
Na intensidade que explode a menina dos olhos
Couberam-me livros e dicionários de entendimento imediato
Em louca arritmia que banalizava a moral
Socorrida em verdadeiras conversas embriagadas
Morando o riso. O risco. Aliso. Belisco. Enrosco.
A boneca do abraço leve
Num sorriso
Apenas,
Acaçapava-me.
E só uma filha da puta sabe dar tanto quanto dizer
Vá se fuder!
Portanto,
Faremos da madrugada o gesto intimo da cantoria
Tragar tudo que seja vida
Beber tudo que seja prazer
Comer metades certas de pedaços inteiros
Daquilo tudo que considero errado.
E não serei o garoto parnasiano
Prefiro ser pachola
O Malandro da cidade média
A bisca safada que descontrola o equilíbrio
O irmão do tesão, da bossa nova e das agonias.
O leito do silêncio e da fala que acarinha seu mimo
Quantas vezes te couber no céu.
Cabe até sua estrela tagarela
Cabe seu peito acelerado
Cabem suas mãos e pés frios
Cabem seus olhos de reluz
E você sente, degusta e cheira até ouvir
O tecido pulsante utilizado no quadro colorido de uma homenagem.
Perdeu-se novamente no silêncio deste segredo?
Não mais secreto...
Por opção,
Talvez...
A chance de ouvir seu grito me faz achar
Que chegou a hora de encerrar a composição deste diálogo
E deduzir que minhas lágrimas,
Forjou palavras para o indescritível
Andou dizendo que a vaca branca do cabelo oleoso
Mirou o sorriso meigo na direção do homem pedra...
Logo logo sua distração se concentrou
E ele,
No caso eu, se derreteu.
Por Bibi Serafim
Cabem seus olhos de reluz
E você sente, degusta e cheira até ouvir
O tecido pulsante utilizado no quadro colorido de uma homenagem.
Perdeu-se novamente no silêncio deste segredo?
Não mais secreto...
Por opção,
Talvez...
A chance de ouvir seu grito me faz achar
Que chegou a hora de encerrar a composição deste diálogo
E deduzir que minhas lágrimas,
Forjou palavras para o indescritível
Andou dizendo que a vaca branca do cabelo oleoso
Mirou o sorriso meigo na direção do homem pedra...
Logo logo sua distração se concentrou
E ele,
No caso eu, se derreteu.
Por Bibi Serafim
Além do elo
Quero uma homenagem sincera
Palavras embevecidas por afeto
Gestos transmitidos no encanto
Risos construídos de momentos
Dores percebidas em olhares
Conselhos doados na ternura
Brigas sorteadas por conversas
Distancia mantida com saudade
Pensamentos confiados na semelhança
Atos inevitavelmente entendidos
Por seu intento.
A carne cortante por melancolia
A textura e conceito do homem-poeta
Vivo
Intenso
Reservado
Explosivo.
E ainda
Eu quero querer
Parar como uma pedra
Olhando nos olhos
E mostrar o pedaço de sua cor
Em mim.
Por Bibi Serafim
Palavras embevecidas por afeto
Gestos transmitidos no encanto
Risos construídos de momentos
Dores percebidas em olhares
Conselhos doados na ternura
Brigas sorteadas por conversas
Distancia mantida com saudade
Pensamentos confiados na semelhança
Atos inevitavelmente entendidos
Por seu intento.
A carne cortante por melancolia
A textura e conceito do homem-poeta
Vivo
Intenso
Reservado
Explosivo.
E ainda
Eu quero querer
Parar como uma pedra
Olhando nos olhos
E mostrar o pedaço de sua cor
Em mim.
Por Bibi Serafim
Quem é?
E todas as torneiras do mundo
Exalaram a essência daquela confissão
Confusão permitida, por palavras
Juntas, nostalgialoucuraetesão...
Emanou o líquido encafuado em mim, permitindo ser livre como sua confiança.
Exalaram a essência daquela confissão
Confusão permitida, por palavras
Juntas, nostalgialoucuraetesão...
Emanou o líquido encafuado em mim, permitindo ser livre como sua confiança.
"Vamos fazer sexo tântrico em gotinhas de estripulia?"
Você exclamava ao mundo:
_ A torneira é meu pinto e toda essência das gotinhas que caem ao lado são de urina, aliás, sabia você que a urina e o cocô são as exacerbações mais sinestésicas da troca?
Meu corpo estava conversando diretamente contigo, e as gotinhas caindo lado a lado nesta ligação pingada.
Em torno da fechadura, um fato alheio entortou o órgão que meava nossa troca;
_ A torneira é meu pinto e toda essência das gotinhas que caem ao lado são de urina, aliás, sabia você que a urina e o cocô são as exacerbações mais sinestésicas da troca?
Meu corpo estava conversando diretamente contigo, e as gotinhas caindo lado a lado nesta ligação pingada.
Em torno da fechadura, um fato alheio entortou o órgão que meava nossa troca;
_ Alguém abriu a porta do banheiro enquanto eu mijava _ declarou alucino.
Mas,
Ainda sou só desejo
Agora tenho que ir embora
Tchau Cambio Desligo
Por Bibi Serafim
Mas,
Ainda sou só desejo
Agora tenho que ir embora
Tchau Cambio Desligo
Por Bibi Serafim
Sufoco
A energia no talo do ralo
Sem fôlego e esvoaçado
Sem força.
Usufruído pelo desgaste
Ainda respirando ofegante... (a gora r e s p i r a)
Enquanto o septo me proíbe pela esquerda
O dia me agride por inteiro.
Alguma convicção por aqui?
Quando chegar ao quinto dia ele precisa extravasar
Os olhos assimétricos vão ditar sua performance
E ele seriamente cai.
Não dormiu.
Acordou em plena segunda feira cinzenta
Mas a percepção ficaria reduzida ao tempo mínimo
Só percebe-se que ao redor não estão lhe entendendo
Pois, o ritmo ainda reluzente diz-te que o corpo ainda não está funcionando bem.
Apavorado, procuro a cabaça para o dialogismo
Talvez ela não se agüente
Talvez eu procure me transgredir
Sem ajuda, o orgulho deita em espinhos de cristais.
A expressão ainda me custando caro
Mas como aquilo que não é
Apenas podendo ser
Ou ter a certeza que já sou
Ô copo d'água
Um vapor!
Por Bibi Serafim
Sem fôlego e esvoaçado
Sem força.
Usufruído pelo desgaste
Ainda respirando ofegante... (a gora r e s p i r a)
Enquanto o septo me proíbe pela esquerda
O dia me agride por inteiro.
Alguma convicção por aqui?
Quando chegar ao quinto dia ele precisa extravasar
Os olhos assimétricos vão ditar sua performance
E ele seriamente cai.
Não dormiu.
Acordou em plena segunda feira cinzenta
Mas a percepção ficaria reduzida ao tempo mínimo
Só percebe-se que ao redor não estão lhe entendendo
Pois, o ritmo ainda reluzente diz-te que o corpo ainda não está funcionando bem.
Apavorado, procuro a cabaça para o dialogismo
Talvez ela não se agüente
Talvez eu procure me transgredir
Sem ajuda, o orgulho deita em espinhos de cristais.
A expressão ainda me custando caro
Mas como aquilo que não é
Apenas podendo ser
Ou ter a certeza que já sou
Ô copo d'água
Um vapor!
Por Bibi Serafim
20 Agosto, 2009
Quantificando o Amor
Volto a descrer no amor incompleto.
Sendo inteiro, às voltas ele me oferece:
• Um terço da metade minha para usufruto dela.
• Ser dois quintos a mais... Sério, pelas verdades dadas.
• Ter quatro passos a menos que nossa vaidade diurna.
• Partir em seis quadras aquela velha casa branca.
• Subir nove degraus mais longe entre os pisos de grinalda.
Honrar,
• Quinze quarteirões do puteiro “Campo Belo”.
• Dois mil quilômetros do flerte deixado em Maceió.
• Três celulares distintos para não misturar suas amantes.
• Um repouso mensal no almoço da Vó.
Para... Ter
• Sete momentos musicais nas encenações oníricas.
• O mínimo de oito dias semanais para sair com todas elas.
• Cinco omissões diárias para evitar o constrangimento familiar.
Por Bibi Serafim
Sendo inteiro, às voltas ele me oferece:
• Um terço da metade minha para usufruto dela.
• Ser dois quintos a mais... Sério, pelas verdades dadas.
• Ter quatro passos a menos que nossa vaidade diurna.
• Partir em seis quadras aquela velha casa branca.
• Subir nove degraus mais longe entre os pisos de grinalda.
Honrar,
• Quinze quarteirões do puteiro “Campo Belo”.
• Dois mil quilômetros do flerte deixado em Maceió.
• Três celulares distintos para não misturar suas amantes.
• Um repouso mensal no almoço da Vó.
Para... Ter
• Sete momentos musicais nas encenações oníricas.
• O mínimo de oito dias semanais para sair com todas elas.
• Cinco omissões diárias para evitar o constrangimento familiar.
Por Bibi Serafim
19 Agosto, 2009
Teoria da troca (sexo enquanto profissão)
O troco do seu tempo
Pode tocar minha teia
Por inteiro, contrato.
Mas o toque da nossa troca
Para ter teto... Se toca...
Com "T" de
Pode tocar minha teia
Por inteiro, contrato.
Mas o toque da nossa troca
Para ter teto... Se toca...
Com "T" de
Tesão, Tempo, Trabalho.
E aí sim o tato teria tido o meio termo.
Por Bibi Serafim
Por Bibi Serafim
17 Agosto, 2009
O quereres
Fazer do sorriso o resumo das palavras
Fazer das marcas o conto mais contido dos beijos
Fazer em beijos a representação contida das conversas
Fazer por olhares o eterno secreto desejo
Fazer na amizade a enorme possibilidade do fim
Fazer do talvez a chance de existir.
Por Bibi Serafim
Fazer das marcas o conto mais contido dos beijos
Fazer em beijos a representação contida das conversas
Fazer por olhares o eterno secreto desejo
Fazer na amizade a enorme possibilidade do fim
Fazer do talvez a chance de existir.
Por Bibi Serafim
10 Agosto, 2009
De Fato.
Fogo de véu, não é de uva.
Água de dezembro, sempre foi quente.
Choro adolescente, sexo.
Vento de julho, apenas arrepia.
Risada laboral, só fita.
Chuva de março, ainda alaga.
Pedra no litoral, esfarela.
Asfalto de pista, tropeço.
Barro de roça é movediça.
Promessa de amor eterno, fachada.
Fogo na fita, só risada.
Dezembro quente, chuva alaga.
Sexo adolescente, na pedra esfarela.
Vento que arrepia, no asfalto tropeça.
Uva na movediça, trabalho que roça.
Promessa de chuvamor em março, fachada eterna.
Por Bibi Serafim
Água de dezembro, sempre foi quente.
Choro adolescente, sexo.
Vento de julho, apenas arrepia.
Risada laboral, só fita.
Chuva de março, ainda alaga.
Pedra no litoral, esfarela.
Asfalto de pista, tropeço.
Barro de roça é movediça.
Promessa de amor eterno, fachada.
Fogo na fita, só risada.
Dezembro quente, chuva alaga.
Sexo adolescente, na pedra esfarela.
Vento que arrepia, no asfalto tropeça.
Uva na movediça, trabalho que roça.
Promessa de chuvamor em março, fachada eterna.
Por Bibi Serafim
11 Julho, 2009
Vacaciones
Informe: este blog vai ficar 30 ou mais dias sem postagens pq como eu ( Bibi Serafim)sou moderador, vou viajar de mochilão para Bolivia e Peru fazendo toda rota Inca e tudo mais... então será do dia 13/07 com previsão de volta para dia 12/08...
entonces... hasta luego chiquititos...voy de viaje...
entonces... hasta luego chiquititos...voy de viaje...
08 Julho, 2009
Musa
O rasgo do meu prazer
Vai de encontro ao seu feitio
Calejado me calo e reparo
No seu ar de malandro
Sua intenção peculiar
Seu caô disfarçado em timidez.
Mas como de costume
Não me perco com sua ginga
Só me derreto com seu mistério
E sentir a rotina da percepção boemia
É como afinar os sentidos no escuro
Abduzir a falta das palavras
Constar que não capto seu desejo me querendo.
Em olhar que se penetra profundo
O não saber somente sabe que é
Quando percebes que a conversa já terminou
Na delicadeza dos pegas.
Por Bibi Serafim
Vai de encontro ao seu feitio
Calejado me calo e reparo
No seu ar de malandro
Sua intenção peculiar
Seu caô disfarçado em timidez.
Mas como de costume
Não me perco com sua ginga
Só me derreto com seu mistério
E sentir a rotina da percepção boemia
É como afinar os sentidos no escuro
Abduzir a falta das palavras
Constar que não capto seu desejo me querendo.
Em olhar que se penetra profundo
O não saber somente sabe que é
Quando percebes que a conversa já terminou
Na delicadeza dos pegas.
Por Bibi Serafim
05 Julho, 2009
Chega
Cansei de escrever por hoje.
Escreverei apenas mais estas palavras.
Quero beber sozinho,
Manter um diálogo introspectivo.
Serei meu próprio intermediário,
Assim como o dono do butiquim.
Mesmo sem escrever,
Minhas mãos ainda serão úteis.
Aliás, as mãos são sempre úteis
E vivenciam as intimidades mais profundas do Ser.
Chega.
Eu quero beber.
Por Rene Serafim
Escreverei apenas mais estas palavras.
Quero beber sozinho,
Manter um diálogo introspectivo.
Serei meu próprio intermediário,
Assim como o dono do butiquim.
Mesmo sem escrever,
Minhas mãos ainda serão úteis.
Aliás, as mãos são sempre úteis
E vivenciam as intimidades mais profundas do Ser.
Chega.
Eu quero beber.
Por Rene Serafim
30 Junho, 2009
Sobre o Céu
Minha casa, meu lar
É confortável de estar
Me trancaria a 7 chaves
Pra não sair deste lugar
Lugar de não encenar
Aqui no quadragésimo andar
Sou quem eu quiser
Completamente livre pra voar
Tanto faz, nenhum aplauso!
Pra que com isso importar?
As horas nunca descançam
O que importa é que eu te amo!
Lembro da primeira vez que eu estive em você...
A lua tava acesa, junto com as estrelas
Por Diano Ilha
É confortável de estar
Me trancaria a 7 chaves
Pra não sair deste lugar
Lugar de não encenar
Aqui no quadragésimo andar
Sou quem eu quiser
Completamente livre pra voar
Tanto faz, nenhum aplauso!
Pra que com isso importar?
As horas nunca descançam
O que importa é que eu te amo!
Lembro da primeira vez que eu estive em você...
A lua tava acesa, junto com as estrelas
Por Diano Ilha
24 Junho, 2009
Amor Livre
Dialogar sobre meu desejo
É quase um monólogo
Soa como uma nota sem ritmo ou melodia
É como discutir o sexo dos anjos
Tão esdrúxulo quanto o elusivo amor eterno
Parece ser o punho que se bate num concreto sem saída
A oferta de um texto sem contexto
Rir do dia que adia o dia-a-dia feliz.
Por Bibi Serafim
É quase um monólogo
Soa como uma nota sem ritmo ou melodia
É como discutir o sexo dos anjos
Tão esdrúxulo quanto o elusivo amor eterno
Parece ser o punho que se bate num concreto sem saída
A oferta de um texto sem contexto
Rir do dia que adia o dia-a-dia feliz.
Por Bibi Serafim
23 Junho, 2009
Reticências
A minha vida merece algumas reticências.
Eu gosto dos versos mais profundos.
Naquelas profundidades que só quem tem sensibilidade no coração consegue apalpar.
Hoje estou em paz.
Tenho consciência do meu inconsciente.
Da minha grandeza pequena.
Do meu pouco ser.
A minha vida merece algumas reticências.
Eu nasci oco e aos poucos me preenchi.
Ainda é incipiente este pouco que consegui.
Hoje estou em conflito.
Não sei a essência nem a finalidade.
Sequer sei quem sou.
Se sou.
A minha vida merece algumas reticências.
Por Rene Serafim
Eu gosto dos versos mais profundos.
Naquelas profundidades que só quem tem sensibilidade no coração consegue apalpar.
Hoje estou em paz.
Tenho consciência do meu inconsciente.
Da minha grandeza pequena.
Do meu pouco ser.
A minha vida merece algumas reticências.
Eu nasci oco e aos poucos me preenchi.
Ainda é incipiente este pouco que consegui.
Hoje estou em conflito.
Não sei a essência nem a finalidade.
Sequer sei quem sou.
Se sou.
A minha vida merece algumas reticências.
Por Rene Serafim
22 Junho, 2009
Eles e eu
Eu sei
Tu talvez
Ele já nem sei
Nós falamos
Vós ignorais
Eles zombam de nós
Eu tentei
Tu também
Ele fez de conta
Nós ironizamos
Vós os detonais
Eles com vocês
Eu, luto
Tu, sangra
Ele, passeia
Nós, detonamos
Vós, zumbizais
Eles... têm vocês
Por Diano Ilha
Tu talvez
Ele já nem sei
Nós falamos
Vós ignorais
Eles zombam de nós
Eu tentei
Tu também
Ele fez de conta
Nós ironizamos
Vós os detonais
Eles com vocês
Eu, luto
Tu, sangra
Ele, passeia
Nós, detonamos
Vós, zumbizais
Eles... têm vocês
Por Diano Ilha
18 Junho, 2009
Ouça o segredo: silêncio
Como a dedicatória que pesa todo o peso dos ventos leves e perfumados de outono.
A ele como quem se faz herói pelo segundo inteiro em que os escudos estão no chão e a sinceridade agarrada à mão.
A ele pela coragem absoluta de revelar o segredo preso fielmente ao medo.
A ele pela desordem vivida e doída abafada no escuro do tormento em silêncio.
A ele principalmente pelo sentimento existente na conquista desse breve entendimento meu.
Entre as infindáveis dúvidas há a partilha de toda a pureza dessa verdade fingida.
Entre a confissão toda essa confusão com fusão de turbulências engasgadas.
Entre eu e ele esse registro eterno e externo de tão interno.
Entre ele e ela a dor engolida na angústia da duvida que bagunça o instante todo da paz desse abraço.
Entre o amor e a amizade um limite invisível e inexistente que faz dessas palavras jogadas uma mistura vaga.
Entre o dia e a noite os gritantes pensamentos mudos de delicadeza e desejo no ensejo do enleio.
Só e somente a ele...
Como quem merece como ninguém o tempo do desabado eternizado só para si.
Os ombros leves e a cabeça cheia como aquele que nasceu já dentro de si enroscado na razão que não descansa nem no momento do grito.
Grito calado que nunca não houve.
Ouça o segredo nesse silêncio.
Ouça o silencio desse segredo.
Por Fernanda Tavares
A ele como quem se faz herói pelo segundo inteiro em que os escudos estão no chão e a sinceridade agarrada à mão.
A ele pela coragem absoluta de revelar o segredo preso fielmente ao medo.
A ele pela desordem vivida e doída abafada no escuro do tormento em silêncio.
A ele principalmente pelo sentimento existente na conquista desse breve entendimento meu.
Entre as infindáveis dúvidas há a partilha de toda a pureza dessa verdade fingida.
Entre a confissão toda essa confusão com fusão de turbulências engasgadas.
Entre eu e ele esse registro eterno e externo de tão interno.
Entre ele e ela a dor engolida na angústia da duvida que bagunça o instante todo da paz desse abraço.
Entre o amor e a amizade um limite invisível e inexistente que faz dessas palavras jogadas uma mistura vaga.
Entre o dia e a noite os gritantes pensamentos mudos de delicadeza e desejo no ensejo do enleio.
Só e somente a ele...
Como quem merece como ninguém o tempo do desabado eternizado só para si.
Os ombros leves e a cabeça cheia como aquele que nasceu já dentro de si enroscado na razão que não descansa nem no momento do grito.
Grito calado que nunca não houve.
Ouça o segredo nesse silêncio.
Ouça o silencio desse segredo.
Por Fernanda Tavares
16 Junho, 2009
Hermético salto da mariposa
Meu lado exógeno do sistemático órgão cardiovascular
Recebera durante cinqüenta e seis meses de sua incrédula inexistência
Uma boa bela bossa dosagem de experiências meadas em clima de transmitância.
Foram estes anos datados ao coma induzido
Em pleno internato do claustrômano
Com exclusivo atendimento cristão que apalpava seu cliente pacato
Batendo nele aos chicotes, em maus tratos e acalantos do pulsante princípio de realidade.
Ao reativar meu aparelho espectrométrico
A senhorita C. ficou pasma e logo entrou na cabeça do analista psicodinâmico
E com ele fora feita a desfeita de meses em análise para bancar o aluguel de sua conduta
Perdendo assim, dias na estória dos complexos bichos da organização revoluciúncula.
Propondo à retina uma aderência forçada à ciência patognomônica
Havendo é claro, o convite para a normalização.
De fato, tive que entrar em meditação
O respaldo veio pensar junto ao desejo
Desgastando os argumentos do roteiro démodé
Bem lá pelos corredores do impulso.
Controlado delicadamente em verdadeiro caos interior
O velho romântico espatifou-se em vertentes vertiginosas
Encarando a fossa como possibilidade de princípio Erótico
Derramando leite em meio aos convidados do jantar luxuoso
Ignorou a sentença de casamento
Cancelou os aplausos familiares
E acabei sobrando
Apenas nos cochichos do manicômio.
Por Bibi Serafim
Recebera durante cinqüenta e seis meses de sua incrédula inexistência
Uma boa bela bossa dosagem de experiências meadas em clima de transmitância.
Foram estes anos datados ao coma induzido
Em pleno internato do claustrômano
Com exclusivo atendimento cristão que apalpava seu cliente pacato
Batendo nele aos chicotes, em maus tratos e acalantos do pulsante princípio de realidade.
Ao reativar meu aparelho espectrométrico
A senhorita C. ficou pasma e logo entrou na cabeça do analista psicodinâmico
E com ele fora feita a desfeita de meses em análise para bancar o aluguel de sua conduta
Perdendo assim, dias na estória dos complexos bichos da organização revoluciúncula.
Propondo à retina uma aderência forçada à ciência patognomônica
Havendo é claro, o convite para a normalização.
De fato, tive que entrar em meditação
O respaldo veio pensar junto ao desejo
Desgastando os argumentos do roteiro démodé
Bem lá pelos corredores do impulso.
Controlado delicadamente em verdadeiro caos interior
O velho romântico espatifou-se em vertentes vertiginosas
Encarando a fossa como possibilidade de princípio Erótico
Derramando leite em meio aos convidados do jantar luxuoso
Ignorou a sentença de casamento
Cancelou os aplausos familiares
E acabei sobrando
Apenas nos cochichos do manicômio.
Por Bibi Serafim
14 Junho, 2009
Irmãos
Somos a contradição de nós mesmos.
Nascemos de um mesmo ventre,
mas não é isso que nos une.
Estivemos mais próximos um dia.
Estivemos mais longe no outro.
Hoje estamos onde devemos estar.
Amo-te não por sermos irmãos.
Amo-te não por termos os mesmo pais.
Amo-te não por parecermos iguais,
mas pelo simples fato de sermos alguém.
Quando não tivermos mais nossos pais
nesse mundo que chamamos de vida,
será no seu ombro que vou chorar.
A verdade é que os irmãos são os únicos amigos que nunca vão.
Por Rene Serafim (Seu irmão)
Nascemos de um mesmo ventre,
mas não é isso que nos une.
Estivemos mais próximos um dia.
Estivemos mais longe no outro.
Hoje estamos onde devemos estar.
Amo-te não por sermos irmãos.
Amo-te não por termos os mesmo pais.
Amo-te não por parecermos iguais,
mas pelo simples fato de sermos alguém.
Quando não tivermos mais nossos pais
nesse mundo que chamamos de vida,
será no seu ombro que vou chorar.
A verdade é que os irmãos são os únicos amigos que nunca vão.
Por Rene Serafim (Seu irmão)
12 Junho, 2009
Noite/Diurna
Entregou - me a alma
Presenteou - se...
Na tonalidade noite
Em cores diurnas
São abraços abertos
Para ruir ou construir
O que o destino precisar
Pra tocar felicidade!
Por Diano Ilha
Presenteou - se...
Na tonalidade noite
Em cores diurnas
São abraços abertos
Para ruir ou construir
O que o destino precisar
Pra tocar felicidade!
Por Diano Ilha
09 Junho, 2009
Arfado Luminoso
O verde foi de longe ver
O amarelo de perto se amadurecendo
O vermelho ao lado me queimando
O laranja de frente ao ofuscar
O azul por cima espairecendo
O marrom em barro me sujando
O cinza velado em choro calado
O lilás alucinante dos faróis estatelados
O violeta rosa de sua delicadeza
O preto afã em seu terno intelectual
O catártico final clichê se juntando por todos
O branco.
Por Bibi Serafim
O amarelo de perto se amadurecendo
O vermelho ao lado me queimando
O laranja de frente ao ofuscar
O azul por cima espairecendo
O marrom em barro me sujando
O cinza velado em choro calado
O lilás alucinante dos faróis estatelados
O violeta rosa de sua delicadeza
O preto afã em seu terno intelectual
O catártico final clichê se juntando por todos
O branco.
Por Bibi Serafim
07 Junho, 2009
Saudade
Sentirei saudade,
daquilo que não tenho mais.
Nos momentos mais nostálgicos,
chorarei sozinho.
Haverá um dia
que não mais chorarei.
Haverá um dia
que a nostalgia não mais me pertencerá.
Suplico que este dia nunca chegue
para que eu ainda possa ter saudade.
Porque é na saudade que revivo.
Porque é na saudade que me renovo.
Por Rene Serafim
daquilo que não tenho mais.
Nos momentos mais nostálgicos,
chorarei sozinho.
Haverá um dia
que não mais chorarei.
Haverá um dia
que a nostalgia não mais me pertencerá.
Suplico que este dia nunca chegue
para que eu ainda possa ter saudade.
Porque é na saudade que revivo.
Porque é na saudade que me renovo.
Por Rene Serafim
06 Junho, 2009
O espetáculo do quarteirão
Olha lá, olha lá
O homem espatifado pelo chão
Olha lá, olha lá
Ele contorce à beira do final
Olha lá, olha lá
Parece que não tá conseguindo respirar
Quem será? Quem será?
É só mais um, outro ninguém...
Por Diano Ilha
O homem espatifado pelo chão
Olha lá, olha lá
Ele contorce à beira do final
Olha lá, olha lá
Parece que não tá conseguindo respirar
Quem será? Quem será?
É só mais um, outro ninguém...
Por Diano Ilha
02 Junho, 2009
Acontece
Ali onde a alvorada nasce mais gelada
Tem o consolo de seu corpo no cheiro eterno
E moram as imensas imagens da minha praça
Meu quintal.
Onde o afago da matina pensa sozinho
E as jabuticabas nunca mais te vêem.
Onde sua sedução infiel
Junto às portas que ficaram abertas
Pretendem engasgar o quarto de cima
E ainda deixam os hábitos se divertirem
Por anéis enferrujados
Com cartas infinitas
E retratos nostálgicos.
São as ultimas poltronas que perderam o motivo da explicação
E foram as composições épicas que deixaram de fazer música
Nos domingos que ganharam o direito à solidão
De esquinas que raramente foram visitadas
Por sorvetes, clubes, famílias e igrejas.
Aliás,
Bem mais sutil que um contratempo
Sem tanta melancolia
Queria apenas não desaparecer
Já é tarde
Acontece.
Por Bibi Serafim
Tem o consolo de seu corpo no cheiro eterno
E moram as imensas imagens da minha praça
Meu quintal.
Onde o afago da matina pensa sozinho
E as jabuticabas nunca mais te vêem.
Onde sua sedução infiel
Junto às portas que ficaram abertas
Pretendem engasgar o quarto de cima
E ainda deixam os hábitos se divertirem
Por anéis enferrujados
Com cartas infinitas
E retratos nostálgicos.
São as ultimas poltronas que perderam o motivo da explicação
E foram as composições épicas que deixaram de fazer música
Nos domingos que ganharam o direito à solidão
De esquinas que raramente foram visitadas
Por sorvetes, clubes, famílias e igrejas.
Aliás,
Bem mais sutil que um contratempo
Sem tanta melancolia
Queria apenas não desaparecer
Já é tarde
Acontece.
Por Bibi Serafim
01 Junho, 2009
Ponto final
A minha influência literária é pobre
A minha poesia é doente.
Ponto final.
Por Rene Serafim
A minha poesia é doente.
Ponto final.
Por Rene Serafim
27 Maio, 2009
Fonema de Analfabeto
O fonema e sua beleza
Vaidade comovente
Exemplar pra sociedade
Grande homem sem defeito
Caridoso com analfabeto
Lá do morro São Vicente
Mais um de muita gente...
Discípulo da senhora vida...
Por Diano Ilha
Vaidade comovente
Exemplar pra sociedade
Grande homem sem defeito
Caridoso com analfabeto
Lá do morro São Vicente
Mais um de muita gente...
Discípulo da senhora vida...
Por Diano Ilha
25 Maio, 2009
Sorrir pra não chorar
Difícil é te esquecer
Fingir que mudou a feição do tambor
O compasso que ainda me rasga os olhos
A vontade sentida por ausência
Ouvindo a dor e sorrir com sinceridade
Dar a ti o carinho necessário que necessito
Esperar o silêncio das ruas para pensar
Cantar o cartola do consolo
Dizer que as rosas não falam
Tocar as cordas de aço
Enfim...
Preciso me encontrar
Deixe me ir, preciso andar.
Por Bibi Serafim
Fingir que mudou a feição do tambor
O compasso que ainda me rasga os olhos
A vontade sentida por ausência
Ouvindo a dor e sorrir com sinceridade
Dar a ti o carinho necessário que necessito
Esperar o silêncio das ruas para pensar
Cantar o cartola do consolo
Dizer que as rosas não falam
Tocar as cordas de aço
Enfim...
Preciso me encontrar
Deixe me ir, preciso andar.
Por Bibi Serafim
24 Maio, 2009
Falso Soneto
As vozes se misturam,
os lábios se encostam,
os corpos se atraem,
as coisas importantes esvaecem.
Nada mudou daquele tempo,
o sentimento ainda não pereceu,
tudo ainda existe,
embora haja a distância entre você e eu.
Os obstáculos são como as pedras nos rios.
A água é a sua professora
ensinando-te a fazer os desvios.
Este não mais é um soneto de amor,
se quer é um soneto.
A métrica exigida não é seguida a rigor.
Por Rene Serafim
os lábios se encostam,
os corpos se atraem,
as coisas importantes esvaecem.
Nada mudou daquele tempo,
o sentimento ainda não pereceu,
tudo ainda existe,
embora haja a distância entre você e eu.
Os obstáculos são como as pedras nos rios.
A água é a sua professora
ensinando-te a fazer os desvios.
Este não mais é um soneto de amor,
se quer é um soneto.
A métrica exigida não é seguida a rigor.
Por Rene Serafim
21 Maio, 2009
Sem gabarito!
Minha alma vaga por ai em silêncio
Tropeçando em pesadelos...
Questões sem gabarito!
Apenas sei,
Que o fanatismo é tatuagem na história do mundo!
Pra cada religião uma crença...
Por Diano Ilha
Tropeçando em pesadelos...
Questões sem gabarito!
Apenas sei,
Que o fanatismo é tatuagem na história do mundo!
Pra cada religião uma crença...
Por Diano Ilha
18 Maio, 2009
Alô Alô Emerson... 4K frito...
Sondando o corpo híbrido
Retraindo as partes
Caladas.
O consenso alarmante foi meditando até a sala
E acabou deixando a janela aberta.
Olfato
Sempre que o reflexo se desorienta
A logística do ilogismo se põem a sorrir.
Agrupa? Minto.
Há grupos.
Está sentindo o cheiro se queimando?
Sim, excesso de fritura.
Pondere sua verdade
O quartinho das possibilidades está cheio,
Lotado.
Ainda em pauta
Em reconstrução.
Por Bibi Serafim
Retraindo as partes
Caladas.
O consenso alarmante foi meditando até a sala
E acabou deixando a janela aberta.
Olfato
Sempre que o reflexo se desorienta
A logística do ilogismo se põem a sorrir.
Agrupa? Minto.
Há grupos.
Está sentindo o cheiro se queimando?
Sim, excesso de fritura.
Pondere sua verdade
O quartinho das possibilidades está cheio,
Lotado.
Ainda em pauta
Em reconstrução.
Por Bibi Serafim
16 Maio, 2009
Mané
Eu gosto do Manuel que faz poemas brincando com a morte
Eu gosto do Manoel que faz poemas brincando com a natureza
Talvez por não terem a mesma formação e experiência
Brincaram de fazer poemas de morte e natureza
A partir de suas próprias existências
Por Rene Serafim
Eu gosto do Manoel que faz poemas brincando com a natureza
Talvez por não terem a mesma formação e experiência
Brincaram de fazer poemas de morte e natureza
A partir de suas próprias existências
Por Rene Serafim
14 Maio, 2009
Lágrimas Ácidas
O céu agora chora
Lágrimas ácidas.
Motosserras cortam a pureza divina
O petróleo afoga seres marinhos
A lei se justifica conversando na pólvora
Até que nada reste acelera os passos
Por um lucro insaciável
Enquanto a terra explode projetos lunares
Para essa fuga descartável
Adeus paraíso
Sangro contigo!
Ao olhar o verde das trincheiras, o amarelo colonial e o azul dos canhões
venho a lhes dizer que as visões mundanas tendem a mudar.
Geleiras se derretem o mar nos engole
A flor se apodrece na brisa industrial
Raro H²O potável, contaminados com a ganância Neandertal.
A fome por destruição
A sede por destruição seca a garganta do planeta terra
Indigesto, a água é sangue, o alimento é lixo nuclear.
Até que nada reste acelera os passos
por um lucro insaciável
Enquanto a terra explode projetos lunares
Para essa fuga descartável.
Adeus paraíso
Sangro contigo!
Por Diano Ilha/ Bibi serafim
OBs: primeira música do cd À Deriva
Lágrimas ácidas.
Motosserras cortam a pureza divina
O petróleo afoga seres marinhos
A lei se justifica conversando na pólvora
Até que nada reste acelera os passos
Por um lucro insaciável
Enquanto a terra explode projetos lunares
Para essa fuga descartável
Adeus paraíso
Sangro contigo!
Ao olhar o verde das trincheiras, o amarelo colonial e o azul dos canhões
venho a lhes dizer que as visões mundanas tendem a mudar.
Geleiras se derretem o mar nos engole
A flor se apodrece na brisa industrial
Raro H²O potável, contaminados com a ganância Neandertal.
A fome por destruição
A sede por destruição seca a garganta do planeta terra
Indigesto, a água é sangue, o alimento é lixo nuclear.
Até que nada reste acelera os passos
por um lucro insaciável
Enquanto a terra explode projetos lunares
Para essa fuga descartável.
Adeus paraíso
Sangro contigo!
Por Diano Ilha/ Bibi serafim
OBs: primeira música do cd À Deriva
O clown falido
A vida me transformou num palhaço!
Sou o drama... Sou a trama...
Sou comédia e aventura...
Sou a lâmina, o parasita...
O calculado egoísta!
Por Diano Ilha
Sou o drama... Sou a trama...
Sou comédia e aventura...
Sou a lâmina, o parasita...
O calculado egoísta!
Por Diano Ilha
12 Maio, 2009
Único (a)
O único ciclo que eu conheço
É o ciclo da vida.
A única certeza que me deram
É a certeza da morte.
Por Rene Serafim
É o ciclo da vida.
A única certeza que me deram
É a certeza da morte.
Por Rene Serafim
10 Maio, 2009
Não terminei...
Queria eu ter acabado os versos para mamãe
No dia dela e de outras.
Mas minha chatice com as palavras confundiu os sentimentos
E a poesia parou...
sim, eu mesmo.
No dia dela e de outras.
Mas minha chatice com as palavras confundiu os sentimentos
E a poesia parou...
sim, eu mesmo.
07 Maio, 2009
Ao redor
O sol morreu, a flor brotou
O choro sorriu, a televisão anunciou
A fome gritou, a miséria engordou
A sede se afogou, o poeta admirou
Ao meu redor...
Uma vida morrendo, uma lágrima escorrendo
Uma gula insaciável, um oceano engolindo
O céu se abriu, o inferno reclamou
A ordem desordenou, a contradição concretizou
A justiça iludiu, a realidade denunciou
A liberdade restringiu, o prisioneiro alegou
Ao meu redor...
Um céu comprometido, uma lei corrompida
Uma realidade cega, uma liberdade nula
Por Diano Ilha
O choro sorriu, a televisão anunciou
A fome gritou, a miséria engordou
A sede se afogou, o poeta admirou
Ao meu redor...
Uma vida morrendo, uma lágrima escorrendo
Uma gula insaciável, um oceano engolindo
O céu se abriu, o inferno reclamou
A ordem desordenou, a contradição concretizou
A justiça iludiu, a realidade denunciou
A liberdade restringiu, o prisioneiro alegou
Ao meu redor...
Um céu comprometido, uma lei corrompida
Uma realidade cega, uma liberdade nula
Por Diano Ilha
06 Maio, 2009
Está escrito
Está escrito no livro sagrado
que o trabalho dignifica o Homem.
Como eu queria ser um homem sem dignidade.
Está escrito no livro sagrado
que existem sete pecados.
Devo ter cometido todos eles.
Por Rene Serafim
que o trabalho dignifica o Homem.
Como eu queria ser um homem sem dignidade.
Está escrito no livro sagrado
que existem sete pecados.
Devo ter cometido todos eles.
Por Rene Serafim
05 Maio, 2009
La,tente
Nela o que vale são os laços
Afagos de olhos lacrimejantes
O corpo que arde de vontade
Em mãos geladas e ainda suadas.
O segredo mais particular, infinito.
A dor mais ímpar
Subiu na árvore mais fresca e ficou de olhos arregalados
Chorou.
Seus versos, de tão sinceros
Saíram em forma de sinestesia
E descansaram aqui.
Queria poder ser seu acalanto
Sua dor, sem precisar machucar.
O canto de calmaria dentro da vila latente
Ser o consolo ideal, mas não sou.
Serão todas as verdades exprimidas dentro de um réu imaginário.
E mesmo assim, você de tão bela
Ainda o entende
Exalando plenitude.
Lá,
Naquele curto espaço de tempo
Eu a quero ver dançante
Ganhar o abraço mais lindo.
Mesmo sabendo que o avassalador acaso
Apontou para as três paredes do bacana
E lhe trocou as lentes
Aquelas que você tanto gostava
E que ainda lhe serve perfeitamente.
Ouça os ventos, estão lhe procurando.
Então,
Corra. Fuja. Grite. Volte.
Deixe sua alma ficar mais leve
Perca e se ache.
E depois?
Junte tudo.
Por Bibi Serafim
Afagos de olhos lacrimejantes
O corpo que arde de vontade
Em mãos geladas e ainda suadas.
O segredo mais particular, infinito.
A dor mais ímpar
Subiu na árvore mais fresca e ficou de olhos arregalados
Chorou.
Seus versos, de tão sinceros
Saíram em forma de sinestesia
E descansaram aqui.
Queria poder ser seu acalanto
Sua dor, sem precisar machucar.
O canto de calmaria dentro da vila latente
Ser o consolo ideal, mas não sou.
Serão todas as verdades exprimidas dentro de um réu imaginário.
E mesmo assim, você de tão bela
Ainda o entende
Exalando plenitude.
Lá,
Naquele curto espaço de tempo
Eu a quero ver dançante
Ganhar o abraço mais lindo.
Mesmo sabendo que o avassalador acaso
Apontou para as três paredes do bacana
E lhe trocou as lentes
Aquelas que você tanto gostava
E que ainda lhe serve perfeitamente.
Ouça os ventos, estão lhe procurando.
Então,
Corra. Fuja. Grite. Volte.
Deixe sua alma ficar mais leve
Perca e se ache.
E depois?
Junte tudo.
Por Bibi Serafim
04 Maio, 2009
Intensa falta
Saudade, eu sinto
Do abraço preciso
Eu fico calado
Parado nas horas
Da noite infinita
De novo, agora.
Pensando, atento.
Parado, lembrando.
Já foi, será?
Presente, num sempre
A ausência devora
24 horas... sem paz...
Eu sinto saudade!
Por Diano Ilha
Do abraço preciso
Eu fico calado
Parado nas horas
Da noite infinita
De novo, agora.
Pensando, atento.
Parado, lembrando.
Já foi, será?
Presente, num sempre
A ausência devora
24 horas... sem paz...
Eu sinto saudade!
Por Diano Ilha
29 Abril, 2009
28 Abril, 2009
...ponte em Des/construção
Construindo em um tom destemido
Desconstruindo o lado ínvio
Refazendo cada átomo
Pela causa multidirecional.
Uma arma nada válida
Para uma epopéia.
Pois ao passo da divisão dos segundos
Ao desflorar os milhares de anos
A contradição se faz incessante
Duradoura e ao mesmo tempo
A chave para
Conhecer.
Por Bibi Serafim
Desconstruindo o lado ínvio
Refazendo cada átomo
Pela causa multidirecional.
Uma arma nada válida
Para uma epopéia.
Pois ao passo da divisão dos segundos
Ao desflorar os milhares de anos
A contradição se faz incessante
Duradoura e ao mesmo tempo
A chave para
Conhecer.
Por Bibi Serafim
27 Abril, 2009
Chovem lágrimas...
Chovem lágrimas, um inferno particular
Desbotou a cor, o puro vermelho da flor
Decapitou!
Chora quem errou, a mentira naufragou
A sinceridade negou, a verdade era fuga
Não captou!
Tenha dó de mim, olha minha cara de cachorro bobo
Infelizmente mordo, sem querer machucar...
Compositores de refrões de dor ou amor
Ás vezes erram, às vezes erram
E em forma de canção, vem pedir perdão...
Jamais desejei, compor essa canção
Tanto arrependi, que tenho vontade de sumir
Daqui!
Por Diano Ilha
Desbotou a cor, o puro vermelho da flor
Decapitou!
Chora quem errou, a mentira naufragou
A sinceridade negou, a verdade era fuga
Não captou!
Tenha dó de mim, olha minha cara de cachorro bobo
Infelizmente mordo, sem querer machucar...
Compositores de refrões de dor ou amor
Ás vezes erram, às vezes erram
E em forma de canção, vem pedir perdão...
Jamais desejei, compor essa canção
Tanto arrependi, que tenho vontade de sumir
Daqui!
Por Diano Ilha
25 Abril, 2009
Quisera
Quisera eu tivesse tempo,
Quisera eu tivesse ânimo,
Quisera eu tivesse tudo aquilo
Que um dia eu quis.
Por Rene Serafim
Quisera eu tivesse ânimo,
Quisera eu tivesse tudo aquilo
Que um dia eu quis.
Por Rene Serafim
22 Abril, 2009
Olá.
Prazer moça
Posso lhe tratar assim?
Pareço ser mais eloqüente, reconhece o que em mim mudou?
Não percebes que a cabeça, meus braços e minhas pernas outrora arrancados em sua cama de procusto já me estão ávidos para uma nova e insensata viagem?
Desculpe se este local nos faz ficar a sós e cada qual com sua caneta imaginária.
Sei que vou trazer o fato para a pauta principal
e travar com veemência essas palavras em sua presença
Causando lhe um adorável desconforto.
Está achando injusto?
Isso não incomoda só a ti.
Estou pisando em pregos pontiagudos para me expressar
Pois não quero desenhar, vou ser redundante.
Há saber o quanto dói pensar que os anos são mesmo algo irrelevante para sua graça
O tempo e o espaço lhe parecem cápsulas laboratoriais que a cada dose de dor
Faz-te procurar um novo prazer.
Também sei que talvez nunca vá ler essa irrelevância
Mas vou gastar composição nessa poesia para você entender que o complicado é muito menos simples do que as paráfrases clichês das suas musicas ruins.
Estou sendo irritante?
Junte tudo, isso vai lhe ajudar entender a cena.
Quase cinematográfica.
Atuada por quem gritava de saudade
Do simples desejo em abraçar
Ou apenas dizer oi.
Seu riso ainda era o mesmo.
O egoísmo justificado.
A flor, cheia de veneno.
Até mesmo o posto de anjo
Mesmo na ausência de deus.
Nosso sufrágio afetivo causou-me dormência
A realidade sofreu uma convulsão absurda
Tornando sua presença, apenas onírica.
Eu, estava visivelmente incomodado e todos perceberam aqueles espasmos faciais
Incompreendido, me fui ao labirinto de sentar ao lado seu.
A delicadeza intensa do seu sorriso
Tocava-me.
A companhia, era fato.
Sua doce mentira junto ao murmúrio no canto do ouvido
Era antes de qualquer ato
Desconcertante.
Os perdidos carros centrais da colorida avenida cinza
Apontavam-me sua presença sempre ao lado daquela figura projetada.
Seu diácono ainda está sem platéia, sem resgate, sem surpresa?
A rainha das doze sucessões vai esperar até a morte para se deliciar naquele palco?
Você ainda é aquela pequena boneca branca, bonita, de expressão pálida que fez desde sua infância o estereotipo perfeito para os românticos?
Que pena.
Isso nunca foi o bastante, não apenas os olhos me falam sobre o amor.
Amor?
Talvez ninguém saiba a linha tênue que separa este nome da estupidez.
Qual seu novo visual?
A marca manca do poderoso comercial
O véu que te enlouquece de desejo e faz em mim um ensejo canibalístico
A anarquia contextual que torna-me um gracioso homem
Sim, uma filosofia de princípios
Sendo o primeiro deles, o mais enobrecedor e talvez o mais esdrúxulo.
A amizade.
De quem realmente ainda merece.
Repito.
Tu somes e continuará a sumir enquanto houver fuga.
Por Bibi Serafim
Posso lhe tratar assim?
Pareço ser mais eloqüente, reconhece o que em mim mudou?
Não percebes que a cabeça, meus braços e minhas pernas outrora arrancados em sua cama de procusto já me estão ávidos para uma nova e insensata viagem?
Desculpe se este local nos faz ficar a sós e cada qual com sua caneta imaginária.
Sei que vou trazer o fato para a pauta principal
e travar com veemência essas palavras em sua presença
Causando lhe um adorável desconforto.
Está achando injusto?
Isso não incomoda só a ti.
Estou pisando em pregos pontiagudos para me expressar
Pois não quero desenhar, vou ser redundante.
Há saber o quanto dói pensar que os anos são mesmo algo irrelevante para sua graça
O tempo e o espaço lhe parecem cápsulas laboratoriais que a cada dose de dor
Faz-te procurar um novo prazer.
Também sei que talvez nunca vá ler essa irrelevância
Mas vou gastar composição nessa poesia para você entender que o complicado é muito menos simples do que as paráfrases clichês das suas musicas ruins.
Estou sendo irritante?
Junte tudo, isso vai lhe ajudar entender a cena.
Quase cinematográfica.
Atuada por quem gritava de saudade
Do simples desejo em abraçar
Ou apenas dizer oi.
Seu riso ainda era o mesmo.
O egoísmo justificado.
A flor, cheia de veneno.
Até mesmo o posto de anjo
Mesmo na ausência de deus.
Nosso sufrágio afetivo causou-me dormência
A realidade sofreu uma convulsão absurda
Tornando sua presença, apenas onírica.
Eu, estava visivelmente incomodado e todos perceberam aqueles espasmos faciais
Incompreendido, me fui ao labirinto de sentar ao lado seu.
A delicadeza intensa do seu sorriso
Tocava-me.
A companhia, era fato.
Sua doce mentira junto ao murmúrio no canto do ouvido
Era antes de qualquer ato
Desconcertante.
Os perdidos carros centrais da colorida avenida cinza
Apontavam-me sua presença sempre ao lado daquela figura projetada.
Seu diácono ainda está sem platéia, sem resgate, sem surpresa?
A rainha das doze sucessões vai esperar até a morte para se deliciar naquele palco?
Você ainda é aquela pequena boneca branca, bonita, de expressão pálida que fez desde sua infância o estereotipo perfeito para os românticos?
Que pena.
Isso nunca foi o bastante, não apenas os olhos me falam sobre o amor.
Amor?
Talvez ninguém saiba a linha tênue que separa este nome da estupidez.
Qual seu novo visual?
A marca manca do poderoso comercial
O véu que te enlouquece de desejo e faz em mim um ensejo canibalístico
A anarquia contextual que torna-me um gracioso homem
Sim, uma filosofia de princípios
Sendo o primeiro deles, o mais enobrecedor e talvez o mais esdrúxulo.
A amizade.
De quem realmente ainda merece.
Repito.
Tu somes e continuará a sumir enquanto houver fuga.
Por Bibi Serafim
21 Abril, 2009
O tambor
É gelado, é redondo...
Ponteagudo, embaraçado
De duetos impenetráveis,
O tambor é macabro!
Obscuro simplismente soa,
Em perfeitos refrões,
Em belas canções,
Permanece calado!
Desacato a felicidade
Retruca a saudade
Eram tempos de pureza
Quando jovem na embalagem
Por Diano Ilha
Ponteagudo, embaraçado
De duetos impenetráveis,
O tambor é macabro!
Obscuro simplismente soa,
Em perfeitos refrões,
Em belas canções,
Permanece calado!
Desacato a felicidade
Retruca a saudade
Eram tempos de pureza
Quando jovem na embalagem
Por Diano Ilha
19 Abril, 2009
17 Abril, 2009
Pra te contar.
Ouça o segredo
Panela.
Pronto, sente-se, organize o olhar.
Quero me explodir
Sentir raiva.
Podemos?
Pronto, sinta-se, organize o olhar.
E ter,
Sempre mais de um.
Sim, cinto, calça, caneta, cabelo, copo, corpo
Coisas assim
Como, Panela.
Por Bibi Serafim
Panela.
Pronto, sente-se, organize o olhar.
Quero me explodir
Sentir raiva.
Podemos?
Pronto, sinta-se, organize o olhar.
E ter,
Sempre mais de um.
Sim, cinto, calça, caneta, cabelo, copo, corpo
Coisas assim
Como, Panela.
Por Bibi Serafim
16 Abril, 2009
Mundo dos algarismos reais
Na rua das flores tortas
Brota a sinceridade morta
Os passos falsos trafegam
Desesperados por glória
No bairro do acesso nulo
Tem barro no teu sapato
Passeia nos grãos da movediça
Lá no fundo daquele esgoto
Na cidade limpa cor de sangue
Existe a grande loteria
Ela colore a alegria
Da pequena menina imunda
No país analfabeto
Ele escreve sem caneta
A história do integrante
Do lunático sem cabeça
No estado que se encontra
O perdido sente muito
Mesmo assim não sente nada
Pede esmola e se embriaga
Não fui, nem quiserás ter
A grandeza dos teus olhos
Talvez diria, por ironia
Da maneira mais impura
Por Diano Ilha
Brota a sinceridade morta
Os passos falsos trafegam
Desesperados por glória
No bairro do acesso nulo
Tem barro no teu sapato
Passeia nos grãos da movediça
Lá no fundo daquele esgoto
Na cidade limpa cor de sangue
Existe a grande loteria
Ela colore a alegria
Da pequena menina imunda
No país analfabeto
Ele escreve sem caneta
A história do integrante
Do lunático sem cabeça
No estado que se encontra
O perdido sente muito
Mesmo assim não sente nada
Pede esmola e se embriaga
Não fui, nem quiserás ter
A grandeza dos teus olhos
Talvez diria, por ironia
Da maneira mais impura
Por Diano Ilha
15 Abril, 2009
Quebra-cabeça
Vomitarei palavras aleatórias
Vogais e consoantes serão meu quebra-cabeça.
Tentei encontrar algumas palavras
Mas fracassei nessa brincadeira.
Talvez a minha ignorância não deixe
que eu brinque de quebra-cabeça.
Talvez eu tenha nascido com alguma disfunção
Ou então com a cabeça quebrada.
Será melhor mudar de brincadeira?
Será melhor deitar e dormir?
Será...
Um dia sem quebrar a cabeça.
Por Rene Serafim
Vogais e consoantes serão meu quebra-cabeça.
Tentei encontrar algumas palavras
Mas fracassei nessa brincadeira.
Talvez a minha ignorância não deixe
que eu brinque de quebra-cabeça.
Talvez eu tenha nascido com alguma disfunção
Ou então com a cabeça quebrada.
Será melhor mudar de brincadeira?
Será melhor deitar e dormir?
Será...
Um dia sem quebrar a cabeça.
Por Rene Serafim
14 Abril, 2009
Martírio da Flor
Martírio da Flor
Entre esquinas
Por becos obscuros
Vende-se o íntimo em troca de um dólar usado
Faces de uma boate vivida... Agredida...
Praticada por quem trajou a maioridade
Em um mero corpo de criança.
A doçura da pura flor fora aprisionada e martirizada
Por um crime que não cometera.
Na garganta um gozo amargo
Olhos vêem e corações não sentem
Sentem.
OBS: essa poesia vai estar na 11ª faixa do CD "À DERIVA" da banda Dissidente. O lançamento está previsto para junho/2009
Por Bibi Serafim / Diano Ilha
Entre esquinas
Por becos obscuros
Vende-se o íntimo em troca de um dólar usado
Faces de uma boate vivida... Agredida...
Praticada por quem trajou a maioridade
Em um mero corpo de criança.
A doçura da pura flor fora aprisionada e martirizada
Por um crime que não cometera.
Na garganta um gozo amargo
Olhos vêem e corações não sentem
Sentem.
OBS: essa poesia vai estar na 11ª faixa do CD "À DERIVA" da banda Dissidente. O lançamento está previsto para junho/2009
Por Bibi Serafim / Diano Ilha
13 Abril, 2009
Um convite à Pasárgada
Se um dia se atrever a ir à Pasárgada de Manuel
Convidai-me.
Pois quero sentir de perto
o desejo
o pecado
a luxúria
a beleza
a liberdade
e outras coisas que por ora não me lembro.
Por Rene Serafim
Convidai-me.
Pois quero sentir de perto
o desejo
o pecado
a luxúria
a beleza
a liberdade
e outras coisas que por ora não me lembro.
Por Rene Serafim
12 Abril, 2009
Ao momento e por ela.
Sinto-me bem
Olhando o balé dos vendedores
Com olhares segundos, em segundos
Secos baldes de flores se tropeçam
Como o cão que atrasa o gato
Em confiança discreta,
Secreta.
Se muito late, o baile se coloca em disputa
Trazendo em meu si, o chamado de encantaria.
Oh! Mulher maestria, meu cristal lhe vê colorido
Arrematado na minha, dolorido
Querida!
O mar esteve falando alto
Entristeceu-se em pleno show do fogo encantado
Ali se embrenhou aos prantos, logo em sua companhia.
Ao lado da missa embriagada
A pele rastafári se encontrava em repassado transe
Zunindo o atabaque de sotaque vermelho
Cheirando tato, troco e libido.
Pois, tamanha intensidade da lua
A vida ainda nos convidava para o rock
Na sagrada ilha.
Lágrimas aparentes se fizeram verdadeiras
Na Bahia, o corpo era mais que um corpo.
O enterro da ponta nos cantava por dentro
O duelo era insuportável, saudável, doído e inexistente.
Por desfeita me fiz em ódio e alegoria
No maldito sentimento do olhar
Que engasgado se expressava por dentro
Por fora, ainda era a mesma covardia.
O tartaruga marinho novamente chegou atrasado
Espancado a longas duras e ainda que dure
Me perco na sua, maldita!
Por Bibi Serafim
Olhando o balé dos vendedores
Com olhares segundos, em segundos
Secos baldes de flores se tropeçam
Como o cão que atrasa o gato
Em confiança discreta,
Secreta.
Se muito late, o baile se coloca em disputa
Trazendo em meu si, o chamado de encantaria.
Oh! Mulher maestria, meu cristal lhe vê colorido
Arrematado na minha, dolorido
Querida!
O mar esteve falando alto
Entristeceu-se em pleno show do fogo encantado
Ali se embrenhou aos prantos, logo em sua companhia.
Ao lado da missa embriagada
A pele rastafári se encontrava em repassado transe
Zunindo o atabaque de sotaque vermelho
Cheirando tato, troco e libido.
Pois, tamanha intensidade da lua
A vida ainda nos convidava para o rock
Na sagrada ilha.
Lágrimas aparentes se fizeram verdadeiras
Na Bahia, o corpo era mais que um corpo.
O enterro da ponta nos cantava por dentro
O duelo era insuportável, saudável, doído e inexistente.
Por desfeita me fiz em ódio e alegoria
No maldito sentimento do olhar
Que engasgado se expressava por dentro
Por fora, ainda era a mesma covardia.
O tartaruga marinho novamente chegou atrasado
Espancado a longas duras e ainda que dure
Me perco na sua, maldita!
Por Bibi Serafim
11 Abril, 2009
Tutancâmon
Até o belo monumento de híbridas feições
Has not been built for gods or genius
Mais pour le souffrance de l´homme
El labor
OBS: é a frase q fiz para representar minha tatoo
Por Bibi Serafim
Has not been built for gods or genius
Mais pour le souffrance de l´homme
El labor
OBS: é a frase q fiz para representar minha tatoo
Por Bibi Serafim
10 Abril, 2009
Em partes, livre.
Morrer
Livre?
Talvez.
Menos, aquém
Ser, babilônico ou ser, castrado...
Para isso
Ser.
Sem.
Ter.
Não é...
Há pedaços, comprimidos.
Por Bibi Serafim / Diano Ilha
Livre?
Talvez.
Menos, aquém
Ser, babilônico ou ser, castrado...
Para isso
Ser.
Sem.
Ter.
Não é...
Há pedaços, comprimidos.
Por Bibi Serafim / Diano Ilha
09 Abril, 2009
Fim da Roda (Samba e Prosa)
Samba aqui agora
Que o fim já vem
Samba não demora
Vem aqui meu bem
Por que não mais
Vou passar por aqui
Chama que devora
Que sentido tem
Se arruma vamo embora
Que a alegria vem
E se não chegar
A gente faz por aqui
O meu jeito de ser
Esperar pra que?
Deixa a brisa do mar bater
Deixar o sonho de lá
Pra que?
Entardeceu numa roda de alegria
Canta a mulata, pandeiro e folia
Pra ver.
O sol de manha te fazer esquecer do passado ruim.
Entardeceu numa roda de alegria
Canta mulata amanha é outro dia
Vai ver.
Se isso é bom ou ruim, a canção é assim.
Banda: "Dom Capaz"
Composição: Lucas Paiva/Bibi Serafim
Que o fim já vem
Samba não demora
Vem aqui meu bem
Por que não mais
Vou passar por aqui
Chama que devora
Que sentido tem
Se arruma vamo embora
Que a alegria vem
E se não chegar
A gente faz por aqui
O meu jeito de ser
Esperar pra que?
Deixa a brisa do mar bater
Deixar o sonho de lá
Pra que?
Entardeceu numa roda de alegria
Canta a mulata, pandeiro e folia
Pra ver.
O sol de manha te fazer esquecer do passado ruim.
Entardeceu numa roda de alegria
Canta mulata amanha é outro dia
Vai ver.
Se isso é bom ou ruim, a canção é assim.
Banda: "Dom Capaz"
Composição: Lucas Paiva/Bibi Serafim
08 Abril, 2009
Dias Carnavalescos
A bela não amada
Embriagou-se de vaidade
Por vontade, cheirava carnaval.
Em dias que adia a rotina alheia
Permanecendo o rouco grito que pulava na avenida
Em palavras não ditas
A ressaca rebateu-se por música.
Aglomeraram nas ruas paralelas
Uma montante estande, de cabeças molhadas
Tantas e quase nada.
O próspero futuro mórbido com dias iguais
Fazia daquele instante o retrato único
Rápido, remanescente e reluzente.
Entre flores, dondocas e meretrizes
Os cabelos suados, soados pelos garanhões
Cheiravam azaléia.
Cheiradas e fumados, dançavam bem
Felizes, bêbadas, lúcidos e desvairados
Sentiam as hipocondríacas donzelas e os ríspidos meninos homens
Estremecerem as juntas articuladas.
A estética fora decorada pela beleza não profunda
Após minutos, tudo se sujou dos pés a cabeça
Fingido de bêbado coloquei o boné,
Fechei os olhos
Retraí a guarda
E por fim, eram meus.
Os gritos mudos.
Por Bibi Serafim
Embriagou-se de vaidade
Por vontade, cheirava carnaval.
Em dias que adia a rotina alheia
Permanecendo o rouco grito que pulava na avenida
Em palavras não ditas
A ressaca rebateu-se por música.
Aglomeraram nas ruas paralelas
Uma montante estande, de cabeças molhadas
Tantas e quase nada.
O próspero futuro mórbido com dias iguais
Fazia daquele instante o retrato único
Rápido, remanescente e reluzente.
Entre flores, dondocas e meretrizes
Os cabelos suados, soados pelos garanhões
Cheiravam azaléia.
Cheiradas e fumados, dançavam bem
Felizes, bêbadas, lúcidos e desvairados
Sentiam as hipocondríacas donzelas e os ríspidos meninos homens
Estremecerem as juntas articuladas.
A estética fora decorada pela beleza não profunda
Após minutos, tudo se sujou dos pés a cabeça
Fingido de bêbado coloquei o boné,
Fechei os olhos
Retraí a guarda
E por fim, eram meus.
Os gritos mudos.
Por Bibi Serafim
07 Abril, 2009
A trilha do discurso
Aquelas premissas eram falsas
Ato verdadeiramente promíscuo
Situado numa moradia derradeira
Profundamente despedaçada.
Ao ar das graças
Ele ainda confunde hipocrisia com paternidade
Por Bibi Serafim
Ato verdadeiramente promíscuo
Situado numa moradia derradeira
Profundamente despedaçada.
Ao ar das graças
Ele ainda confunde hipocrisia com paternidade
Por Bibi Serafim
06 Abril, 2009
Por ora
Até tentei.
Buscar no acervo, versos de poesias que me deixasse nu diante de ti.
Preferi contar com minhas próprias palavras.
Logo quando os arrepios da bela imagem me pedir novamente toda atenção
Como daquela doce criança que lhe pede colo
Vou me deitar, em olhar tímido, procurar seu rosto.
Em partes, a saudade lembra um velho ardor que sentia no tempo em que amava.
Agora,
Muitos embates existem aqui, no quando e com quem meu eu insiste,achando sempre um incomum dentro de nós, peculiar.
Ás vezes, a reciprocidade é mínima, mas parece ser o bastante
Saciando mergulhos e desejos particulares.
Então você afirma.
Pedindo minha atenção, falando que não queria ser eu
Sabendo sempre que o paladar se vale do cheiro doce,
Ou de pinga.
Tendo sua chance de fuga à timidez, abrindo seu corpo
Em horizontes que vivem birrando para o samba parar de pensar.
Sobretudo, quando estamos a sós no abraço amigo.
Vou esperar,
Algum sinal chegar por sinos semanais
E ali aparecer seu nome no começo da sacana lista verde.
Se diferente acontecer
O malandro não atura, por isso o corpo satura
E grita, explode, delira.
Não sabes que vivo muito além da loucura e que necessito de sintomas de lucidez?
Pois quando o frio da ressaca esplandece o pensar
Quando lhe vejo em corredores corridos
Quando ali presente você me pergunta sobre o que eu acho
Sempre vou achar à mesma opinião da pergunta que eu ainda espero receber.
Ela está sempre saindo e surgindo, mas logo adiante, eu a vejo, penso e calo.
Por Bibi Serafim
Buscar no acervo, versos de poesias que me deixasse nu diante de ti.
Preferi contar com minhas próprias palavras.
Logo quando os arrepios da bela imagem me pedir novamente toda atenção
Como daquela doce criança que lhe pede colo
Vou me deitar, em olhar tímido, procurar seu rosto.
Em partes, a saudade lembra um velho ardor que sentia no tempo em que amava.
Agora,
Muitos embates existem aqui, no quando e com quem meu eu insiste,achando sempre um incomum dentro de nós, peculiar.
Ás vezes, a reciprocidade é mínima, mas parece ser o bastante
Saciando mergulhos e desejos particulares.
Então você afirma.
Pedindo minha atenção, falando que não queria ser eu
Sabendo sempre que o paladar se vale do cheiro doce,
Ou de pinga.
Tendo sua chance de fuga à timidez, abrindo seu corpo
Em horizontes que vivem birrando para o samba parar de pensar.
Sobretudo, quando estamos a sós no abraço amigo.
Vou esperar,
Algum sinal chegar por sinos semanais
E ali aparecer seu nome no começo da sacana lista verde.
Se diferente acontecer
O malandro não atura, por isso o corpo satura
E grita, explode, delira.
Não sabes que vivo muito além da loucura e que necessito de sintomas de lucidez?
Pois quando o frio da ressaca esplandece o pensar
Quando lhe vejo em corredores corridos
Quando ali presente você me pergunta sobre o que eu acho
Sempre vou achar à mesma opinião da pergunta que eu ainda espero receber.
Ela está sempre saindo e surgindo, mas logo adiante, eu a vejo, penso e calo.
Por Bibi Serafim
05 Abril, 2009
Em Flutter retificável
Gritaram na floresta
Suave e exótico assim me pareciam
Faces e fases passageiras
Logo acima do freio de realidade
Entre eles e a euforia, era flor e sol
Som de chuva e relva peçonhenta.
O fato assolador esmagaria o filho reacionário
O boi bruto borbulhava em faixas dissonantes
A semente de jambu ao parar de me fazer babar
Tragou a mais, e quis se deitar.
Agora ora, estive em tarde bacana
Entendendo sobre choque, hipocrisia e permacultura.
À volta do todo sobre o “nada”
Com tudo
O fato se inscreve pelo começo
Escrito por uma estrada sem fim
Instaurado ali
Aqui
A crise.
Por Bibi Serafim
Suave e exótico assim me pareciam
Faces e fases passageiras
Logo acima do freio de realidade
Entre eles e a euforia, era flor e sol
Som de chuva e relva peçonhenta.
O fato assolador esmagaria o filho reacionário
O boi bruto borbulhava em faixas dissonantes
A semente de jambu ao parar de me fazer babar
Tragou a mais, e quis se deitar.
Agora ora, estive em tarde bacana
Entendendo sobre choque, hipocrisia e permacultura.
À volta do todo sobre o “nada”
Com tudo
O fato se inscreve pelo começo
Escrito por uma estrada sem fim
Instaurado ali
Aqui
A crise.
Por Bibi Serafim
04 Abril, 2009
Domingo pé de cachaça
Mimo e pasto
Mesa ao ladinho do sol
Cantando em coro o preâmbulo do desejo
Pois hoje, quem flor flutuar em nós
Aprenda a esquecer se é, pois, já foi.
Rebolei sobre a lua, ontem.
Agora, a caneta está em soneto necessário
Mas soneto ainda não é sinônimo de poesia
Essa porra deve conter quatorze versos
Então passa, sendo apenas composição livre.
Alias
Vou terminar isso num bar
Centro do acaso
Achado de malandragem
Ou no meu caso, dormindo.
Hey bill
Estava esquecendo sobre um importante recado
Tanto que minha agenda ainda fez questão de marcar no dia certo.
É que nessa rodada eu não pago a conta.
Sacaninha eu?
Perguntem ao garçom o quanto fui disciplinado neste mês
Aprendi com Sócrates que a virtude se adquire na prática
Por isso vou fazer mais um dia de treino pesado com a boemia
E por fim, bem no fim
Quando os brindes embriagados estiverem fofocando sobre tesão, amor e traição
Chamem o jimmy cliff para bailar, dê uma piscadela na orgia
Coloque o tempo na sarjeta e não se esqueçam
Cantem os parabéns, pois, quem sabe
ganharemos mais uma de brinde.
OBS: 22/03/2009( fiz no meu aniversário )
Por Bibi Serafim
Mesa ao ladinho do sol
Cantando em coro o preâmbulo do desejo
Pois hoje, quem flor flutuar em nós
Aprenda a esquecer se é, pois, já foi.
Rebolei sobre a lua, ontem.
Agora, a caneta está em soneto necessário
Mas soneto ainda não é sinônimo de poesia
Essa porra deve conter quatorze versos
Então passa, sendo apenas composição livre.
Alias
Vou terminar isso num bar
Centro do acaso
Achado de malandragem
Ou no meu caso, dormindo.
Hey bill
Estava esquecendo sobre um importante recado
Tanto que minha agenda ainda fez questão de marcar no dia certo.
É que nessa rodada eu não pago a conta.
Sacaninha eu?
Perguntem ao garçom o quanto fui disciplinado neste mês
Aprendi com Sócrates que a virtude se adquire na prática
Por isso vou fazer mais um dia de treino pesado com a boemia
E por fim, bem no fim
Quando os brindes embriagados estiverem fofocando sobre tesão, amor e traição
Chamem o jimmy cliff para bailar, dê uma piscadela na orgia
Coloque o tempo na sarjeta e não se esqueçam
Cantem os parabéns, pois, quem sabe
ganharemos mais uma de brinde.
OBS: 22/03/2009( fiz no meu aniversário )
Por Bibi Serafim
03 Abril, 2009
Amigo Ilha
Diferentemente de um iceberg
Sua grandeza não es oculta
Seu caráter diferentemente do asfalto
Não é impermeabilizado, contém poros.
Estouvado em seus atos sexuais
Louvado pela beleza física
E muitas vezes reprimido
Até mesmo por mim, em seus ataques histriônicos.
O mundo soa como um pestífero para tua alma
Um assento lunar, construído para não deixá-lo deitar
Um cavalheiro da ilusão, no meio da fruta urbana
Quase o alienaram de seu talento, o sonho.
Seu braço direito é o palco, o esquerdo é a vida
O porvir pertence ao acaso, sua ponte es inacabada!
Por Bibi Serafim
Sua grandeza não es oculta
Seu caráter diferentemente do asfalto
Não é impermeabilizado, contém poros.
Estouvado em seus atos sexuais
Louvado pela beleza física
E muitas vezes reprimido
Até mesmo por mim, em seus ataques histriônicos.
O mundo soa como um pestífero para tua alma
Um assento lunar, construído para não deixá-lo deitar
Um cavalheiro da ilusão, no meio da fruta urbana
Quase o alienaram de seu talento, o sonho.
Seu braço direito é o palco, o esquerdo é a vida
O porvir pertence ao acaso, sua ponte es inacabada!
Por Bibi Serafim
02 Abril, 2009
Visita de Sul sem Norte
Procurando nos morros desta estranha terra tropical
Procurando nas matas deste cheiroso perfume litoral
Avistando de longe secas paisagens nordestinas
Esperando ver o Amazonas na mão da pátria serpentina
Gelada política no Sul, como se fosse outro país
Minas Gerais, terra pelega da união
Quantas vezes roubada, normal, na colônia carnaval
São Paulo e Rio fazem a caricatura do sistema
Aborda em menos de metros o rico, o médio e o problema.
O problema da globalização, gerando o miserável filho da pátria
Filho da tática como diria grande Tom Zé
Tom este que infelizmente não alcançamos neste complexo acorde
chamado Brazil.
Por Bibi Serafim
Procurando nas matas deste cheiroso perfume litoral
Avistando de longe secas paisagens nordestinas
Esperando ver o Amazonas na mão da pátria serpentina
Gelada política no Sul, como se fosse outro país
Minas Gerais, terra pelega da união
Quantas vezes roubada, normal, na colônia carnaval
São Paulo e Rio fazem a caricatura do sistema
Aborda em menos de metros o rico, o médio e o problema.
O problema da globalização, gerando o miserável filho da pátria
Filho da tática como diria grande Tom Zé
Tom este que infelizmente não alcançamos neste complexo acorde
chamado Brazil.
Por Bibi Serafim
Ausente da presença deles...
Presente da ausência disso?
Esvaecendo neles, minha importância.
Refazendo em meu eu, vasta lembrança.
Dependendo do presente da ausência!
Ao menos a roda é viva, e acaba levando a saudade pra lá
Por Bibi Serafim
Esvaecendo neles, minha importância.
Refazendo em meu eu, vasta lembrança.
Dependendo do presente da ausência!
Ao menos a roda é viva, e acaba levando a saudade pra lá
Por Bibi Serafim
14 Janeiro, 2009
Meu "soul"
Sou pedro não, sou pedra
Sou filha sim, filho
Sou vidraça não, sou vidraça
Sou apenas sim, ou não...
Talvez um tabacófogo, talvez não
Se não, futuro diretor de teatrelhos
Pois, sim, desarranjar é verbo de desordem
Como o não, faço contradeclarações
Com sim, declamo o palavrório
Maquiado da opção talvez
Emudecido, sem instrumento
Sim, rogo, não rogo
Não muito, apenas três virgula quatro, três vezes
Lógico cabaça, não, faz lógica não
Voltando ao meu “soul”, não, é sou
Sim, sou do luau, da mãe, isso “soul”
Um dialético, momento, agora sei que sou
Um grande arranhar, logo abaixo do céu
Tocando sinestesia como se fosse berimbau!
Que frogodô, sem fim...
Por Bibi Serafim
Sou filha sim, filho
Sou vidraça não, sou vidraça
Sou apenas sim, ou não...
Talvez um tabacófogo, talvez não
Se não, futuro diretor de teatrelhos
Pois, sim, desarranjar é verbo de desordem
Como o não, faço contradeclarações
Com sim, declamo o palavrório
Maquiado da opção talvez
Emudecido, sem instrumento
Sim, rogo, não rogo
Não muito, apenas três virgula quatro, três vezes
Lógico cabaça, não, faz lógica não
Voltando ao meu “soul”, não, é sou
Sim, sou do luau, da mãe, isso “soul”
Um dialético, momento, agora sei que sou
Um grande arranhar, logo abaixo do céu
Tocando sinestesia como se fosse berimbau!
Que frogodô, sem fim...
Por Bibi Serafim
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